segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Bahia fica a um passo do Paraíso!

Serra grande e Pé da serra
Uma Serra grande que caminha
Pode gritar ao vento
No limite da caixa tórax

Que a mata é verde, verde musgo
Amo o verde da nossa mata
Embriagada no seu esplendor
Perambulo entre cheiros verdes

Descendo a Serra grande
O Pé da serra banhada pelo mar
Entre o sal das ondas e matas
Estou perto do paraíso.

Varenka de Fátima Araújo

domingo, 30 de outubro de 2011

Tropecei

Não me pergunte como foi
Não me pergunte como aconteceu
Não me pergunte onde estava
Sei que tropecei numa pedra
Esparramada fiquei na rua
Confusa,visualizei pessoas ao meu redor
Senti uma mão junta a minha me levantando
Saímos de mão dadas,rindo
Percebi que suas mãos eram finas,delicadas
De súbito na sua suavidade
Percorria por todo o meu corpo
Mãos experientes e maravilhosas
Como estivessem a descobrir minhas curvas
Parada fiquei,olhando aquele belo homem
Colocar o meu corpo em várias posições
Lentamente retirou minha blusa
Acariciou meus seios...
Começou a desenhar no papel com grafite
Presenteou-me com o quadro e se foi.....

Varenka de Fátima Araújo

Sonho

Varro dos meus sonhos
As lembranças negativas que você marcou
Agora, sonho nos sonhos coloridos
Entre jardins de rosas perfumadas
Em campos verdes em degrade do verde
Com árvores que dão frutos afrodisíaco
Os pássaros que ofuscam,inspirados:
sabiás,pardais e rouxinóis
Anunciam um grande amor
Que vem de longe pra mim
Que tem um beijo doce
Entre o mar e o céu com manjar do amor
Nesta entre linhas fica firmado
Um grande amor ardente
Nos tons de rosa e vermelho vou enfeitar nosso ninho
Oh! Meu Orfeu me conduz com o teu amor
Para em baixo dos lençóis coloridos nos amarmos.

Varenka de Fátima araújo

Melhor Idade

As pessoas na sua trajetória
Vivem para o amor
Para semear a mãe terra
Os filhos seguem seu caminho
Como manda a natureza
Para glorificar os antepassados

A ferro e fogo os que lutam
A quem chegue a glória
A juventude, força da nação
A velhice o respeito e sabedoria
Sem prantos, nem dores e rancores
Viver a melhor idade

Nunca deixe que os outros...
Percebam que estás a fraquejar
Algum repouso, enfim, para prosseguir...
Declamas teus vários casos em versos
Canta com melodia sonora os amores
Com letras que perdurem por toda vida

Que os imprudentes
estes não chegam a lugar nenhum
Quem fica parado é poste
Com tuas poesias embalem os enamorados
Jamais serás jogado ao relento
Que está vivo de cabelos branco e uma dádiva

Varenka de Fátima Araújo

sábado, 29 de outubro de 2011

Um coração sem amor




A noite escura
o sépia passou
veio o carvão
a noite é preta

Sem tua presença
tudo está vazio
a alma padece
a mente ameaça

Silencio noturno
o coração no ritmo
badaladas do sino
não tem teu toque

Na ausência da luz
meu corpo sem o teu
o coração em aguadas
monocromáticas pretas

Varenka Fátima Araújo

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Hachuras no coracão

Huchuras no coração

Numa folha branca,linhas
entrecruzadas sobrepostas
bem devagar em riscos
traços da mesma cor

Falo apressada,rouca
tão pouco agrada
não te fiz cativeiro
cem mil vezes te amei

Numa folha branca
Hachuras em meu coração
De sangria sem vibração
Silencio,dor sem fim.

Varenka de Fátima Araújo

terça-feira, 25 de outubro de 2011

O homem é uma peça de reciclagem

Reciclar, reciclar, reciclar
O homem pode ser como um automóvel
Que montamos e desmontamos peça por peça
Quando nasce nu, sem folhagem
Traz apenas a herança hereditária
Que pode ser curada e reciclada.

Reciclar, reciclar, reciclar
Despido de conceitos sociais
Começa a educação no berço
Para não estancar e virar lobisomem
Passa pela escola primaria, social, educação física
Artes em geral, espiritual e florestal.

Reciclar, reciclar, reciclar
O homem tem que estudar a vida toda
Para se formar em direito, farmácia,
Em medicina que com sua evolução
Reciclar o homem com cirurgia plástica
Com o bisturi pode reciclar total

Reciclar, reciclar, reciclar
O medico e o material cirúrgico auxiliam
Em colocar e retirar o que se quer do corpo
Reciclando e rejuvenescendo o homem
Por preços aquecíveis
Como a Floresta Amazonas e o Brasil.

Varenka de Fátima Arújo



sábado, 22 de outubro de 2011

Chuvas de Verão

As rajadas de chuva,tanto torrenciais,fracas ou simplesmente miúdas
Vão e vêm rapidamente como uma louca paixão
E eis que surge na sua liberdade ilimitada um arco-íris!
Corpos entrelaçados com múltiplos amores

Vermelho:cor da paixão que envolve e seduz
Laranja:afagos e beijos que faz vibrar o coração
Amarelo:riqueza do sentimento profundo
Verde:esperança do amor perpétuo
Azul:sutileza e gentileza dos enamorados
Anil: eternas juras de amor
Violeta:suspiros constantes

Sim,sou eu em você
Ou você está em mim
Em lambidas pelo teu corpo
Limpo a chuva que te molha
Entre o roçar,roçar dos corpos
Fizemos amor...e que amor!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O poeta e a poesia

Vem a lua bordada com linhas prateadas
A noite abraça a lua no imerso da escuridão
Poetas escrevem todos os versos e prosas
Rasgam suas almas em canção
Exaltam a revolta da natureza
Onde os ossos apodrecem,fogofátuo

Conclamam calmaria ao mar revolto
Perplexos!Águas submergindo cidades
Brandam teus clamores concundente
Gritos que ecoam contra os opressores
Poetas amam e não silenciarão
Tuas poesias jamais calarão

Todas as noites em todo o mundo
Haverá poetas juntando letras em poesias.

Varenka de Fátima Araújo

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Lua cheia

Ela com sua luminosidade
Consegue que nossos corpos
Possam ser vistos em loucuras de amor
A areia tornou-se prata
Para enfeitar os corpos desnudos
Que deliravam em suspiros alucinantes
A lua se escondeu
Um pouco envergonhada
Talvez por ter presenciado cenas tão lindas
Como o rolar até a entrada do mar
A água tomou conta daqueles seres
Enlouquecidos pela fúria do amor
As ondas no vai e vem contribuiam
Para que o orgasmo fluísse
Um frescor que só quem faz sente
O sexo penetra facilmente
Sem que a água atrapalhe o ato
O deslizar das partes genitais
São rápidas e devassas
E o casal continuou no seu gozo
Horas e horas
Que pareciam intermináveis
A lua se foi e o casal saciado
Continuou enroscado
Lembrando uma noite inesquecível de amor

Varenka de Fátima Araújo



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Um olhar no Espelho

O espelho não me engana
Estou perplexa com minha imagem
Estou dividida entre...
O tempo e o sorriso
Estou vencendo as marcas

Frágil espelho
A história não marcara
Quantas vezes morri
Não, não vou lembrar
Não se lembra do momento
Não, não se explica

Varvará cuidado com o espelho!
Mostra visão de artista
Um ser que se move para o sucesso!
Perdida e fugaz ilusão
Recompõe teu corpo
O silêncio bane...
Cuidado com o espelho!

Varenka de Fátima Araújo

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sedução

Sinto a magia do amor
Olho meu corpo...
Que ainda encanta
Os seios cabem nos lábios
De quem possa acariciar
Tudo está em perfeita harmonia

O meu vestido vinho
Da cor da bebida que embriaga
Medidas que ajustam no meu corpo
Com passos em zigues-zagues
Que fazem o meu corpo rebolar
Em contínua sedução

Vejo você e sigo mansinha
A sussurrar palavras de amor
Mostro minha perna em movimento
Para que veja o frescor que posso oferecer
Subo mais o vestido
Para seduzir e ter o teu amor
Como a Deusa de Vênus

Varenka de Fátima Araújo
Do livro "ELDORADO" EM. abril de 2010

domingo, 2 de outubro de 2011

Porque te amo

Pulsa meu coração forte sem preconceito
Quando de longe sinto o perfume excitante
E meus olhos avidos, vislumbram teu peito
Se me amas não censure,favor não me afaste
Como poderei vivir tão triste sem teu querer
E a minha alma sucumbirá sem teus afagos
Sei do teu amor, vem com todo frescor e poder
Tempo favorece, partilhamos nosso desejos
Abraçarei teu corpo na nudez sem culpa
Com todo ardor, meu corpo desnudo em gozos
Porque na entrega não existe dor desculpa
Apenas o sentir dos corpos belos unidos

Porque te amo, apenas tu sabes do nosso amor
Nada importa, se não existe o nosso amor.

Varenka de Fátima Araújo

Última Cartada

Minha vida pegou carona no teu canto
Desenhei um caminho de glória para ti
Brincaste com a sorte , não fez soar teu canto
Tuas letras vermelhas lamento, dores em ti
Vestiste uma blusa e calça azul anil, lindo
Eu sei que agarravas a última cartada
Tua voz em sussurros," veja estou me indo"
Fico lembrando da tua passagem esquecida
Minhas lágrimas secaram, já não me iludo
Mas a tua voz doí no coração por toda vida
O teu rosto pálido sem sangue ficou retido
Meu tormento sufocado pela estrada batida

Estas e tantas lembranças já passado,aqui
Ficaste gravado,jamais esquecido,aqui

Varenka de Fátima Araújo