Sejam bem vindos ao meu Blog

"O Artista se eleva pelo prazer da beleza dentro de sua criação."

Minha origem

Sei que amo. Conheço minha origem, respeito a mim mesma, tenho consciência da miscigenação e da minha cidadania.

Bahia de Todos os Santos

Moro na Bahia de Todos os Santos, abençoada por 365 igrejas, um legado deixado pelos Portugueses. No sincretismo religioso, o abraço com todas as religiões.Um povo que vibra sem intolerância religiosa.Tenho fé e amo meu povo!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Pai, avô

"Avohai"

Aqui, papai
Professor para viver
Sem ter mesa farta
Eu fui a felizarda
Colocava seu parco prato
Eu devorava sua carne
Mas está em outro plano
Sonhos misturado com lembranças
Em todos meus apuros
Em sonho aparece
Pai e avô dedicado

Varenka De Fátima Araújo
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sábado, 11 de agosto de 2018

Suplica

Suplica
Não mostrarei os meus calos
Meu andar vacilante
Do triste olhar
Meu caro senhor
Basta tantos mendigos perambulando
Do pobre sem o saber
Das crianças pendintes
Do trabalhador procurando
Dos mesquinhos desfrutando os frutos
Dos traídos dedilhando
Dos engravatados mostrando o ladrilho
A carapuça pega.

Varenka de Fátima Araújo

Vida, não ao aborto

Vida, não ao aborto


Viva a lei da natureza
Eu bem sei, fui a escolhida
Os embriões procuram um lar
São anjos cumprindo missões
Por mistérios ocultam virão
Fugo das leis de uns homens
Das pílulas fabricadas para expelirem
Dos bisturis provocando os abortos
E mil outras pancada certeiras
Canto, canto o mal esmagador
Canto, enaltecendo à vida
Com esse orgulho de mulher
Eu honrei o juramento
Com um voto imortal: VIDA.

Varenka de Fátima Araújo

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Salva

Eu sei que envolta das pancadas
de todas horas não haverá luto
em todas batalhas grito
Felipe II da Macedônia
apunhalado foi um vencedor
Marcos Polo meu inspirador
Aristóteles com o seu licue
falta faz escolas para os meninos
Então a fantasia é como um sonho perdido.

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Depois fico sarada

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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Nordeste

Neste Nordeste onde tudo começou
Cá no Brasil muito rico
Vejo o Nordeste fascinante
Mostrando história por todo caminho
Em cada Estado são escadas
Com tapetes de tons verdes
Em cada hachuras um remendo
É preciso que todo país
Em união vença para o nosso porvir.

Varenka de Fátima Araújo.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Aprendendo andar

Apoiada no andador
Eu giro, em vários pontos
Varro o espaço  com calma
Os olhos fixa no chão
Não pinto o horizonte
Ainda tenho dias longos
Noites desconhecidas
Nesta manhã, doce esperança
Meu cérebro registra
Todos os exercício feitos
O ritmo leve como uma valsa
Com pernas firmes
Meu corpo não está perdido.

Varenka de Fátima Araújo

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

A gordinha é do meu filho


sábado, 4 de agosto de 2018

O Mundo dividido

É duro, é pouco ainda este meu sofrer
O mundo está dividido
Desci ao inferno, parada ente os dois mundos
Em volta uns anjos como Lúcifer
E vem depois, velha, vc foi a culpada, não presta mais...
Calada sufocava à dor e o tormento
Anjos, demônios querendo que eu sucubisse
Vislumbrava o Xerxes à caminho de roma
Alexandre " O grande" conquistando o mundo antigo
E o mapa do Nordeste era o mais valoroso.

Varenka de Fátima Araújo

domingo, 15 de julho de 2018

Adeus

Adeus

Porque não posso agora
Olhos negros com paixão
Da janela mando um bilhete
No retorno uma verdade em silêncio
Depois mais nada ali, meu querido
Nunca conheci suas verdades
Adeus como uma morte
É para magoar mesmo
Depois um adeus meu caro
É como areia cobrindo um corpo
Quem manda no pranto?
Adeus, pra nunca mais, meu bem.

Varenka de Fátima Araújo

Escuridão da mente

Escuridão da mente

Ouvir um barulho na cabeça
Como se fosse tambores em bombardeio
Ou sinos com seus embates fúnebres
A mente não resgata a surdez
Os sons vão sumindo como às cores
E vai apertando à mente com penas angústias
Vai arrastando para o inferno terrestre
Por inteiro com os sonhos em pedaços
É grande, grande esses sons ensurdecedores
A piedades de uns homens é ipocrisia
Talvez a voz da louca emudeça
Será a mordaça de uma falante.

Varenka De Fátima Araújo

terça-feira, 10 de julho de 2018

Noite.

Noite.

Quando o sol fecha a porta
Nas nuvens tintas mornas
E assim mais tarde todos recolhidos
Sem um canto de ternura

Das janelas com grades
Uma abertura do escuro da noite
Lá onde não existe um véu agitado
Onde o gélido coração estremece

Diante das figuras passantes
Os sons de latas vazias
O vento dar seu ar de graça
Que congelam os que estão na calçadas

O amor para uns como roleta Russa,
Para outros, sentimento eterno
E, o meu corpo já não consegue erguer
Meus versos são pingos no deserto.


Varenka de Fátima Araújo

sexta-feira, 6 de julho de 2018

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O céu mais azul

O céu ao natural é belo!
Passou um gavião de ouro
Não é, talvez seja um jatinho
Lá vai, jogando fumaça
Em missão secreta
Pois sim, os urubus, águias,pássaros
Não sujam às nuvens
E destaco, nosso céu é mais azul
O nosso sol faz brilhar
A cor que os homens vestem
Ouvi me ainda, somos irmãos
Um brado juntos, somos mais fortes
Não quero ver ossos, esqueletos caveiras
Não quero tantos catadores de latas
Não me furem meus olhos
Com os punais que atingiram outros
Quero um céu soltando estrelas
Para deslumbrar todos
Sem exceção de verdade
Vivo olhando o céu todas manhãs.

Varenka De Fátima Araújo

sexta-feira, 29 de junho de 2018

SER...

Tenho muito amores
cada parte do meu corpo
tem uma marca embutida
o céu, a lua, a luz, o sol, o dia, noite
presenciaram cada momento
não me pegam com tristeza
um passa tempo veloz
os cacos que solto
alegria,firmeza,certezas
não volto ao passado
é um mundo desabado
canto letras erradas para gresejos
o meu sorriso é um sim
o não é preciso em ocasiões
enquanto o tempo me marca
vai ficando o desenho no rosto, corpo
o verde é o meu melhor balsámo
o vermelho e o preto me fazem resaltarem
a beleza definida pelo olhar
atento nas profundezas de um Ser.

Varenka De Fátima Araújo

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Carta para o filho

Ao meu querido filho


Vupt, Vidmar! É um prazer que não se explica seu nascimento...

Vou contar-te nossas andanças, agarrei-me ao meu querido menino com uma pitadinha do branco,

do índio e negro, meu garoto genuinamente Brasileiro. Cresces-te como a  única verdade em minha vida,

na minha memória imprimo nestas linhas, a figura do meu pai passando ensinamentos para ti, diante do teu herói , seguis-te com bravura neste Mundo desigual.

E, de mais, além de tudo vences-te todas empreitadas.

Seja como for, somos parecidos na personalidade. Sim, somos destemidos neste chão rachado.

Meu filho, foste a melhor revolução em minha vida.


Varenka de Fátima Araújo


Salvador - Bahia - Brasil

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Em noite de Lua cheia.

Em noite de lua cheia


Resumindo tudo
em pedaços de atos

Meus olhos nos seus
devorando nossos corpos

Borrei o seu corpo
com salivas incolores

Suas mãos deslizavam
como na dança do tango

Cheiros, mordidas, chupões
invadindo curvas intimas

Ofegantes e trêmulos
gozamos no mesmo momento

Os delírios dos prazeres
foram saciando no último passo

Por sorte, a lua cheia
presenciou um ato completo do amor.


Varenka de Fátima Araújo









sábado, 9 de junho de 2018

Gratidão Léa Lu.

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domingo, 3 de junho de 2018

Dr. Túlio da Boa Morte

Dr, Túlio da Boa Morte

Ele não era para mim somente meu amor
Um amor de um médico, acompanhando minha dor
Que foi meu amor entre anéis brilhantes
Impresso enfeites reais entre dois amantes
Sua voz grave soa na porta do ouvido direito
Vamos, vamos dançar minha querida
Viver, começava com um homem caridoso
Foi breve como o passar da lua entre nuvens
Pois agora só restou o a lembrança do seus feitos
Morrer tão cedo, não esperava aquele acidente
Era prudente, a mulher ao volante foi a culpada
Sua reluzente carreira de Doutro jovem foi efêmero
Bruscamente interrompidos por um freio
Dolorosa espera de dez dias no hospital
Por último um telefonema comunicando sua partida
Chorei, chorei como jamais chorei por um homem
Entre o céu um avião levou seu corpo
Para a cidade onde jaz o corpo do seu pai médico
Guardo sua imagem como a alma mais honesta
Hoje, esqueci de mim, de preto como o luto que vesti
Em todas missas, onde ás lagrimas inundavam meu rosto
Não sei tive a impressão, todos tinham o mesmo sentimento por Túlio.

Varenka de Fátima Araújo

sábado, 26 de maio de 2018

Dona Abigail

Eis então a história de uma mulher casada com filhos, a historia de Dona Abigail Rocha Matos, que viveu em sua casa na rua do cruzeiro em Juazeiro do Norte, Ceará. No mundo poucas pessoas conseguem uma romaria em sua porta, ela tinha o poder e conhecimento sobre homeopatia, pessoas de outros lugares procuravam em sua casa, ela com delicadeza perguntava o que a pessoa tinha, passava uns nomes no papel, dava umas bolinhas brancas, uma cura, o desconhecido voltava contente com um presente. A historia é real, na minha fragilidade, um dia voltei ao Juazeiro, desta vez para entrar na cena, na porta de Abigail, tinha de acabar com meu dilema, fui muito bem recebida, contei a verdade, queria uma formula de destruir com minha ansiedade, ouço, ainda sua voz me aconselhando, me deu uns frascos com às famosas bolinhas, beijei suas mãos, não sabia, foi um adeus. E feliz por um tempo fiquei, acabou o remédio, em Salvador não tinha, mas até hoje sinto um alívio com seus ensinamentos para amenizar a tal ansiedade. Dona Abigail merece uma estatua sua na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil.
Varenka De Fátima Araújo
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Mulheres no volante

Mulheres, como arrimo de família
No volante de uma VAN
como operária do METRÔ
de outra maneiro no BUZUZINHO
dirige muito bem no ÔNIBUS
tem uma CAMIONEIRA
aqui na Bahia, são profissionais.
Armadilha
em todos veículos, não me machuquei
com o Jegue, levei um coice, ficou a marca.
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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Ai, nas calçadas

Era cedo, ou, tarde, talvez
onde um homem esgotada da vida
estirado sobre um papelão no chão
a cada passo como na amrelinha
em outro quadrado, na mesma posição
um amargurava o peito, com mão estendido
mais um passo no terceiro quadrado
um crânio tremendo, acenando
não era normal nesta via, pode cre
está tão banal uma vida, aqui
no estado que estão, um suspiro será o último
são tantos iguais, na profundeza do nada.

Varenka de Fátima Araújo