terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Carta para Papai Noel.




Eu era uma criança normal: eu gostava de brincar com outras crianças,   gostava de bolinhos salgados,   esperava o natal,  só para ganhar presentes.  Antes tinha a ceia,  arroz temperado,  galinha,  uma salada de verduras,  o peru nunca foi para nossa mesa.
Meu pai com sua voz empostada, contava histórias para fazer dormir.   Na noite de Natal, ao deitar o sol, meu pai contava várias histórias, nada do sono nos vencer,  minha mãe vinha de mansinho: "Vamos crianças durmam, o Papai Noel vai deixar embaixo de suas redes, presentes".  A infância é um pedaço adormecido,  o resto foi modificado com a industria.
Lembro-me que era muito curiosa,  queria saber quem era e abraçar o Papai Noel.
E, minha mãe falava baixinho,  vão dormir,  criança dorme cedo,  o bom velhinho vai fazer uma boa surpresa.
Eu não aceitava, desconfiava, ficava de olhos abertos, recomenda para minha irmã Hermengarda ficar acordada, caso eu dormisse para finalmente conhecer e, receber o nosso presente do velhinho que amava crianças.
Meu pai esperava que o sono nos vencesse, colocava os humildes presentes,  geralmente bonecas,  cada boneca tinha seu brilho.
A realidade só foi descortinada ao ficar uma mocinha,  minha mãe revelou em poucas palavras que o Papa Noel,  era,  sempre foi o nosso pai Francisco das Chagas.
Hoje, esta magia foi apagada com a industria, como sempre lucrando, colocando nas lojas, homens de cabelos,  barbas brancas, vestidos de vermelho, como a CocaCola gosta para venderem, ficarem com uma boa fatia do dinheiro do decimo terceiro.Um pedido maior que que aumente o ordena do povo do Brasil

Varenka de Fátima Araújo

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