"O Artista se eleva pelo prazer da beleza dentro de sua criação."
Minha origem
Sei que amo. Conheço minha origem, respeito a mim mesma, tenho consciência da miscigenação e da minha cidadania.
Bahia de Todos os Santos
Moro na Bahia de Todos os Santos, abençoada por 365 igrejas, um legado deixado pelos Portugueses. No sincretismo religioso, o abraço com todas as religiões.Um povo que vibra sem intolerância religiosa.Tenho fé e amo meu povo!
Esta gravura foi feita para uma exposição minha, na Galeria Cañizares na Escola de Belas Artes. Foi talhada ao meu modo, muitos cortes simbolizando cercas, o burrinho e boi do folclore do Nordeste.
Varenka de Fátima Araújo
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Minha obra está dividida, primeiro vem às falações de minha família, cartas de mais de 35 anos, depois cartas de amigos com temas diversos e divertidos. Amigos de outros países e do meu Brasil.
Esta em eBook na Editora www.perse.com...
Tinha um pensamento que a filha mais velha, depois da morte do pai, tinha a obrigação de conduzir,
suas irmãs e mãe doente com sequelas de AVC, para que a família vivesse unida.
Que importa esse e outros conceitos, ultrapassados por novas gerações. Ficaram desconhecidos e invalidados por pessoas soberbas, mesquinhas, como cadáveres voadores. São três Instituições que por parte admito: A igreja, casa e tumba, que devemos cultivar. O mundo exterior...
Qual mucha, miúda, raquítica, franzinas imagens,
não pode, não deve, não faça, muitos piparotes,
juramento prestado, semblante risonho, dores crueis,
embevecida de ânsias, abismada, leoninas garras,
corpo de manequim, apaixonada, tortuosas visões,
súplicas de amor,sangue destila, martírio,...
Só agora posso cantar minhas emoções.
Devo confessar que Jarbas Macêdo, foi o meu primeiro
amigo, irmão, ao chegar aqui. Era meu preferido,
o mais novo, atencioso, na intimidade passava,
horas e horas ao redor de sua casa. Pintamos juntos,
no teatro, na escola de Belas Artes, com ele o dia sempre
adentrou pela noite, abraços...
Alí no alpendre da casa amarela
Pelas senhas da mãe
Uma senhora de 80 anos,libera seus bens
Para a filha mias nova, Dilá
Tocou-lhe tantos bens
Que a filha e neta não se contentam
Vale, vale, apenas o dinheiro
A neta egoísta e insossa
Desta geração sem piedade
Sempre bem arrogante
Os bens e a avó coagida
Moni, sem compaixão
Ou tudo para ficar com a avó
Ou nada, nada que a velhinha fique só
Não les insulteis, apenas a verdade
Uma está gastando...
Esse poema saí de uma casa
expulso por almas gêmeas,
intoxicadas por risos de altivez
Como um corpo acuado
posicionada na cadeira
com o olhar Albanisa sentencia
Solto, leva língua guerreira
não cairá como folhas do outono
voará sem destino
a palavra prevalecerá
Varenka de Fátima Araújo
03 de março de 2...