Sejam bem vindos ao meu Blog

"O Artista se eleva pelo prazer da beleza dentro de sua criação."

Minha origem

Sei que amo. Conheço minha origem, respeito a mim mesma, tenho consciência da miscigenação e da minha cidadania.

Bahia de Todos os Santos

Moro na Bahia de Todos os Santos, abençoada por 365 igrejas, um legado deixado pelos Portugueses. No sincretismo religioso, o abraço com todas as religiões.Um povo que vibra sem intolerância religiosa.Tenho fé e amo meu povo!

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Dueto - Acontece - Denise Barros E Varenka de Fátima

 Ele vai incoerente


controla o compasso


às vezes escasso


tantos outros insolenes


Espera entendiante


congela o espaço


contradiz o que faço


no presente agonizante


Catarse adestrada


em contagem regressiva


purga a alma apreensiva


ao alívio da chagada


Momento firmado


júbilo intenso,finito e veloz


promessa do tempo algoz


o instante já é o passado


Denise Barros


Escritora e poetisa


X -X - X


Ele vai no descompasso


cantando no ritmo


às vezes fracos


tantas outras fortes


Espera o tédio


esfria o espaço


Se opõe ao que faço


na presença da agonia


Catarse preparada


em contagem regressiva


purifica a alma preocupada


ao alivio da chegada


Momentos firmados


alegria intensa,infinita e rápida


promessa do tempo


o instante já é passado


Varenka de Fátima Araújo


domingo, 13 de julho de 2025

Divulgando Gonçalves Dias

 Boa   noite.

Canção do Exílio.

(Gonçalves Dias)

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá...

Escuridão da mente

 Escuridão da mente

Ouvir um barulho na cabeça

Como se fosse tambores em bombardeio

Ou sinos com seus embates fúnebres

A mente não resgata a surdez

Os sons vão sumindo como às cores

E vai apertando à mente com penas angústias

Vai arrastando para o inferno terrestre

Por inteiro com os sonhos em pedaços

É grande, grande esses sons ensurdecedores

A piedades de uns homens é ipocrisia

Talvez a voz da louca emudeça

Será a mordaça de uma falante.

Varenka De Fátima Araújo

sábado, 12 de julho de 2025

História de amor

 Uma história de amor

Ela  é minha amada Albaniza

Chamavam Maria Bonita

Chaguinha era Lampião

Viveram um amor de lutas

Na mistura da ventura e desventura

Na casa amarela

O pomar dele com bravura

No jardim era dela como uma canção

Foram mais de cinquenta anos de amor

A casa foi desmoronando sem Chaguinha

O choro por todos os compartimentos

Faltava o sol regente

A sanfona calou para sempre

O pomar pediram o coqueiro

Onde ele subia com ligeireza

Enquanto mãe fazia o cuscuz

A garagem ficou vazia  

Venderam a rural ,branca verde,

A pintura da sala com a japonesa

A única que ficou majestosa na sala

Acabou, acabou como um furacão

Adeus ao passado onde tive o melhor da minha vida.

Minha amiga guarde minha lembrança

Com carinho, tome conta do pedacinho que um dia pensei ser eterno.

Sociedades enfermas

 Lamentamos todos uma vida a menos


Que rege conflitos, frente tantas barbarias


É que o ódio anda em mentes doentes


Se às racas estão gladiando


E a perda da visão da irmandade


Lamentamos todos os mazelas contra mulheres


Que fazem memórias, povoando os continentes


Se a mulher faz um grande homem vencer


Só uns monstros podem torturarem, matarem com crueldades


Lamentamos os abusos e, matanças contra crianças


Que carregam mudas de plantas nas Olimpíadas


Que fazem renascer esperanças vindouras


Lamentamos os cachos rubros das flores, frutos


Que são arrancados do solo por desordeiros


Que lancham sem pena no ar já pesado de gases


Que poluem rios e mares, fazendo o meio mundo moribundo


Lamentamos mentes insanas das Sociedades enfermas.


Tautograma - Servidores

 Sessão solene,


sem servidores,


sugados, sofredores,


sentidos sentimentos.


Sem serem sorteados,


sórdidas sentenças.


Varenka de Fátima Araújo


sexta-feira, 11 de julho de 2025

Noite

 Noite.


Quando o sol fecha a porta


Nas nuvens tintas mornas


E assim mais tarde todos recolhidos


Sem um canto de ternura


Das janelas com grades


Uma abertura do escuro da noite


Lá onde não existe um véu agitado


Onde o gélido coração estremece


Diante das figuras passantes


Os sons de latas vazias


O vento dar seu ar de graça


Que congelam os que estão na calçadas


O amor para uns como roleta Russa,


Para outros, sentimento eterno


E, o meu corpo já não consegue erguer


Meus versos são pingos no deserto.


Varenka de Fátima Araújo


Varenka

quinta-feira, 10 de julho de 2025

Cantarei sempre.

 Canto e cantarolo para espantar a dor

E ando, arrasto me em solidão feito pó

No meu grito tenho a revolta contra mentirosos

Não sou mulher que causa suspiros

Da minha alma sangra a verdade

Sou a que busca harmonia e paz.

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Aldravia - Neste país

 Aqui

povo

começa

rebelar se

tomaram

coragem.

Estou neste catálogo

 Nenhuma descrição de foto disponível.

terça-feira, 8 de julho de 2025

Aldravia

 País

tropical

invernou

com

cenário

europeu.

Do meu livro Varenka de Fátima

 O dia é mágico!

Cada minuto o ponteiro do 

relógio marca com precisão

brindo com júbilo a vida,

não me faço refém das horas perdidas

.

Do livro de Varenka de Fátima

O Mundo

 O mundo é o mesmo mundo

Talvez eu tenha de sobrar...

Neste palco, o jogo continua

Cantarei o Hino Nacional

Dançarei com um sorriso

Pintarei às cores da minha bandeira 

Dos planos secretos

Um vate não morre.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

Antologia organizada por Alfred Assi

 


Charles Baudelaire

 Não estão murchas suas flores

Assim dias soltas

De pô-las na cabeça

Correm, correm fulgurando um astro

Tantas horas de profundo bailado

Atingindo os céus, atravessando os mares

Em voos, voarão,,,,  E agora...

Perfumam nossas poesias

E miram em sua direção

Assim viverá o poeta da modernidade

domingo, 6 de julho de 2025

Ailton meu colega.

 

Quantas histórias para contar 
Ailton, percussionista da escola de dança, pense em um homem de quase 2 mts de altura, de uma bondade enorme, nos intervalos me chamava de meu amor, eu, não sou seu amor, ele sorria, um rapaz super querido às dançarinas beijavam faziam carinho, eu queria mesmo era aprender a tocar, ele prontamente me ensinou e em uma festa estava eu,  Ailton e o saudoso Ivan, revezava com Martinha outra percussionista, sorrio, me meto em tudo que é arte, ficou Ailton , mas, hoje quando procurei, tinham levado da sala,  ficou a foto.

Aldravia

 Bambolê

ajuda

modelar

um 

corpo

esbelto.

sábado, 5 de julho de 2025

Dueto - EU SOU ASSIM. Danilo e Varenka

 Meu pensamento é teu


Costuram minha vida


Impeço;não vejam a saída


Escondo-me nas suas idéias


Você tentan me impedir


Eu te tentando te conter


Mesmo sem você me ver


Irei sem medo te persuadir


Eles te olham de cima


Eu te escuto por dentro


Como um imã; teu centro


Não sou vida, nem tu


Sou sombra e bem nu


Sou, de verdade ninguém


Danilo Cangucu


Poeta, ator, Diretor teatral, fotografo




Sou pensamento em tu


Alinhavam minha vida


Impeço, não tem saída


Guardo-me em idéias tuas


Não tento te impedir


Você tenta me conter


Sei, você não me ver


Irei para ti convencer


Eles me olham de cima


Você me escuta, dentro


Pressiona em meu centro


Não sou vida, nem tu


Sou espelho, estilhaço


Sou apenas ninguém


Varenka de Fátima Araújo

Os que passam

 Assombro ou nada

um pouco mais de cor

era um dedo apontando

era o enorme sonho da dor

ainda não morre nela

creio que não restará uma lenda

Maria poderia ser uma loba

quer mais café com chocolate

mendiga com arrogância

podia engolir outro na faca

como a dor da fome não foge

ela não teve sorte

como a felicidade

que passa como faísca

tal como a dor

os olhos secaram o amor

a esperança é uma sombra

cada calçada um outra dor

o José não dorme

sua fantasia

uma camiseta sem estampa

uma calça rasgada

a mão vazia

os dedos cortando o vento

implorando lucidez

os ciclos das loucuras

estão soltos

sem um murmurar, oro

por meus irmãos.

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Tudo se descobre.

 Houve um começo em tudo.....Não sei como

A terra procuram a primeira pedra para decifrar

O primeiro homem várias histórias são contadas

Entre papeis e pedras foram evoluindo

Cabeças pensantes abriram portas para ciência

Esta ciência serviu para muitos feitos

Enquanto os homens de dinheiro sem saberem

Continuam repetindo o passado sem avanços

Os ricos ditam as leis ao seu favor

O povo vai melhorando com a tecnologia

Já sabem que o Congresso que deviam ajudarem 

Ficam reunidos para sugarem o povo

Que já escrevem " Congresso inimigo do povo"




terça-feira, 1 de julho de 2025

Um homem no Caminho

 Homem, no caminho

Homem,caminho sem fim

era seu pensamento, antes

caminhando e seguindo sem rumo

sem acalento, nem documentos

fui descobrindo a divisão

feita por uns, em pequenas raças

como chegou em Roma, abismado

no Coliseu devorado por homem fera

segue para o Uruguai

totalmente em ruínas

seguindo para respirar na Ribeira,

sem eira nem beira, quer seguir

sem um ponto de partida

não era um caminho,era um pesadelo.

Varenka De Fátima Araújo- Bahia.

O país dos desavisados.

 Não sei que país é esse

Queimadas sem responsáveis

A fumaça prejudicial para muitos

A pessoa só é valorizada pelo dimdim

Esse não vai no caixão só o corpo

Currículo não se apresenta sem diploma

Sente o bumbum na faculdade com tese

O malandro e uma figura em destaque

Quanto mente mais e mais são o bom

Se o morcego fica de cabeça para baixo

Esse e o país dos caras sem carácter

Sabichões e sabichonas um dia cai

Uma nova guilhotina está a caminho.