Tem gente que muda meu nome
Já fui Marina da música Marina
Betênia por meus cabelos longos
Bonita só podia sssr pirraça
Mas, eu gosto mesmo é Varenka
Tem gente que muda meu nome
Já fui Marina da música Marina
Betênia por meus cabelos longos
Bonita só podia sssr pirraça
Mas, eu gosto mesmo é Varenka
CARTA PARA UMA AMIGA
Seus olhos pulam com esbugalhada inveja
irmã do ódio. Estes poderes serão sua perdição.
Posse da amiga Varenka De Fátima Araújo como acadêmica correspondente da ARLAC - Academia Rotary de Letras, Artes e Cultura (vinculada ao Rotary Club de Taubaté Oeste), na noite de 26/maio/2017, na Casa da Amizade de Taubaté, representada pela 1ª Vice-Presidente da ARLAC Anete Simões. Parabéns Varenka!... Paz e luz!
Maquinas
De escrever não existem
De forrar botões sumiram
Ferrugem atroz
Queixa sonora
Vem o celular
Se liga
Fora de área
Desligado
Incomoda
Barato
Barato só
Tim, um barulho
Olho no olho
Se liga.
Varenka de Fátima
Flores de plásticos
nas mãos divinas
flores de plástico
não foram regadas
cores perfumadas
dentro dos vasos
coloridas, lindas
exóticas, brilham
não tem espinhos
meu amor uma flor
duram para sempre
com cheiro de amor
não deformam, não
na raiva pense bem
cortar viram lixo
Varenka de Fátima Araú
Carta para vó Aurora
Aurora Araújo, minha vó mais uma mãe que tive até meus 17 anos, quando partimos para Salvador, vó não quis vir conosco, preferiu ficar em Juazeiro do Norte para um dia ser enterrada junto dos seus Araújo.
Desde pequenina vó Aurora morava em nossa casa, ela perdera a luz, que nos guia, uma certa tarde começou a sentir dor na testa, que evoluiu para cabeça e, passara a noite com dor, quando surge o dia só um escuro, minha vó tinha perdido a visão, o diagnóstico não foi dado, não tinha médico na cidade, vó era resignada nunca tocava no assunto e, não blasfemava, quando ia sair colocava um óculos escuro, eu pegava em sua mão e vamos nós.
Aurora, tomava conta dos cinco netos e da casa, quando mamãe viajava para vender roupas em outras cidades, vó era jogo duro, ela quando dava ordem se não cumprisse, colocava de castigo, eu sempre perto da vó, tinha verdadeiro amor por ela, de noite contava histórias, mas ficava atenta quando falava dos Araújo, fiquei sabendo que seu pai, João Araújo e sua mãe Maria Joda, tinham saído do Quilombo de Aracaju, Mãe Joda na burrinha e meu Bisavô a pé, caminhando chegaram na terra do Padre Cícero, construíram sua casa e família, sendo vó Aurora a primogênita, meu bisavô era açougueiro, valente, respeitado até por Padre Cícero, que um dia fez o convite para ele ser delegado, não pode, não sabia ler e escrever.
Mãe Joda conheci, era calada, pequenina, um doce de pessoa, partiu para o outro plano, não sabemos a causa.
Aurora tenho muitas lembranças, levava todos os domingos para igreja. Ela sorria muito com meu jeito, eu, sempre tive mulheres valentes do meu lado.
Quando recebi a notícia do falecimento da Aurora altiva e valente, saí de casa e dei mil voltas no Campo Grande, era preciso parar de sangrar aquela dor.
Varenka De Fátima Araújo
O Ovo da Páscoa
No tempo de criança
Não me lembro de ter recebido um ovo na Páscoa.
A pobreza é uma penúria inglória
A fome a pior miséria que o Ser humano pode padecer
Viver em uma ponta de rua é um pedaço do inferno
Entre bêbados, crianças famintas, mulheres orando
O fogo devorando panelas vázias
O banheiro coletivo, o único trono que não se pode sentar
O céu fica como o mistério dos desvalidos
E, se todos nascem iguais, só na maternidade
A divisão vem de acordo com cada lugar, ou, Nação.
Varenka De Fátima Araújo
Alta horas da noite, neste silêncio ensurdecedor.
Fechei a porta do passado por ter muitas voltas,
Mas eu penso e, pego o papel branco com tinta azul para afastar a amagura
A cacligrafia está borrada, pego uma pedra as pinceladas vou esquecendo o que se foi.
Vivo o momento , olho ao redor nada tenho, tudo fica mesmo
O que vale mesmo é a arte que é única que fica, pedras pintadas,
O vinil , não seguram traças e, não tem mofo que resista
Na realidade eu sigo de forma suave como a brisa do vento.
Eu tenho pensado muito, o poeta pensa muito e, revira o baú na sua cabeça.
Papai por vezes a saudade me sufoca, mas o senhor sabia que eu não daria uma boa advogada, apesar de ser seu sonho, tenho os pés ficado no chão e a fantasia de artista em minha cabeça, fiz o vestibular para Teatro e, passei, o senhor aceitou, minha mãe nunca aceitou, perdão mamãe, sei que fui a sua filha que vc confia, tudo que a senhora me pediu que fizesse era comprido, a senhora em vida me disse que confiava em mim, foi como me perdoasse mas, a senhora presenciou a formatura de seu neto advogado e, 3 advogadas. Eu falei para papai em vida, veja quantos netos advogados e, suspirei.
Tenho orgulho das advogadas da nossa fámilia papai, porque seguem seu juramento.
Papai, papai , eu sinta tanto sua partida, foi a maior perda e, todos lamentam, porque sua passagem na terra o senhor fez só o bem.
Papagaio que tanto gosto, minha avó materna tinha um papagaio que catava o Hino Nacional, tive uma visinha que o seu papagaio apredeu meu nome e , me pedia café todas manhãs, foi embora me deixou triste, fiz para ser chamado de meu.
Pintura em pedra.
Texto editado em 27 de marco de 2016 , acho que retrata a atualidade
Traduzido para o espanho.
Ao Povo,
O tempo passou com o vento que soprou e dispersou às sementes, embriões. Ainda o céu anil borrado de nuvens, chuvas de mil esperanças. Depois visões que turvam a mente, são os homens jogando fagulhas queimando a Terra, esses homens passam com suas vaidades efêmeras, enriquecem com a fartura da mãe terra, devastando matas, poluindo rios e mares, matando os animais raros, garimpado com seus golpes e, mortalhas fúnebres. Os verbos da existência mimosa não conjugam, o Progresso e a Liberdade, estão sendo banidos, labaredas de rancores estão bebendo.
Mascaras dos ímpios homens permanecem fixadas nos rostos dos atrozes, talvez o inferno já esteja instalado no Planeta. A seiva dos homens bons que tocam pianos é pequena, pequena, que suas missões não atingem neste plano. O Planeta com suas chaves de eternas portas, abem para todos, os severos juízes os escarnecem, encerrando portas, aprisionando os animais, homens, terras demarcadas, limitando tudo. Os demônios estão soltos, monstros, piores que horríveis monstros, estão destruindo, só faltam privatizarem nosso ar.
Povos, conclamo todos unidos com fé, coragem, irmandade, lutarmos por nosso Planeta Terra.
Varenka de Fátima Araújo
Texto: Varenka de Fátima Araújo
Traducción tentativa: Guillermo Bazán Becerra
A toda la gente
El tiempo pasa como un viento que sopla y dispersa
las semillas, los embriones. El azul del cielo, decorado
con nubes es señal de que hay incontables esperanzas de
que llueva. Sin embargo, hay personas cuya mente está
con la mente trastornada por terribles visiones nacidas de
su ambición y maldad, a quienes no les importa quemar la
tierra y destruir cuanto esté a su alcance con tal de
satisfacer sus efímeras vanidades o acumular riqueza
devastando bosques, contaminando ríos y mares,
matando animales raros y usando todo tipo de tóxicos
aunque a la belleza natural la conviertan en escenario
fúnebre para todos. Para ellos, incendiarios de rencores y
ambiciones desmedidas, la existencia sólo vale si se
acomoda a sus desviados y oscuros conceptos de
progreso y libertad, si sólo les beneficia en sí.
Esas personas impías cubren lo atroz de sus
verdaderos rostros con máscaras, para engañar a quienes
no son de su grupo; tal vez el infierno ya está en nuestro
planeta, a pesar de todo el empeño y amor que ponen
contra eso las personas buenas. Nuestro planeta se
entrega generoso cada día para todos, sin excepción, y
cuando los buenos denuncian las maldades cometidas son
los malos jueces y autoridades que no cumplen su
obligación y permiten tales abusos y crímenes, que
llegado el momento afectarán a todos, absolutamente a
todos. Así, esos demonios llenos de poder, que corrompen
con su riqueza, andan sueltos, como monstruos
sanguinarios y arrasadores, a los que sólo les falta
privatizar el aire, sin querer darse cuenta que también
serán víctimas.
Insto a todos para que nos unamos con fe, coraje y
fraternidad para luchar por nuestro planeta Tierra.
Varenka de Fátima e Guillerme Bazán
Mamãe
Eu posso entender sua fala embolada
Seus olhos em minha direção
Transformando sua vida sem pressa
Outrora vigorosa e bela
Além do entusiasmo de viver
Olha para mim e para sua boca
Com calma empostando a voz
vamos vencendo cada dia.
Esta tudo normal
Tudo normal
Nuvens bordaram o céu
Dentro da normalidade sumiram
Escureceu o céu abrindo
Jogando com abundancia água
Não é inverno, não senhor
Fui o homem que misturou
Suas ganancias com às estações do ano
Água é vida, não é propriedade de um homem
Muita água para todos, seus morcegos