domingo, 24 de agosto de 2025

O homem que não mede

 O homem da cabeça oca

O coco cheio de água doce

O mar meu irmão não se mede

No fundo pedras como cemitérios

Um pouquinho menores são os rios

Pode águas doce levar-te a maré

E o rio Amazonas do berço corre para o mar

Os pombos são fiéis, não são como os ratos

Que roem, são delatores muito traiçoeiros

Duma janela cor de palha, não se mede o céu

Nuvens que borrifam do cinza ao azul escuro

Os micos passam procurando galhos de árvores

Mas os astros menores jamais salvarão um torrão de terra.

Varenka De Fátima Araújo- Bahia.

0 comentários:

Postar um comentário