Sejam bem vindos ao meu Blog

"O Artista se eleva pelo prazer da beleza dentro de sua criação."

Minha origem

Sei que amo. Conheço minha origem, respeito a mim mesma, tenho consciência da miscigenação e da minha cidadania.

Bahia de Todos os Santos

Moro na Bahia de Todos os Santos, abençoada por 365 igrejas, um legado deixado pelos Portugueses. No sincretismo religioso, o abraço com todas as religiões.Um povo que vibra sem intolerância religiosa.Tenho fé e amo meu povo!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Pensamento - Casamento

A chave só abre para poucos, minha mãe não me ensinou o segredo.

Varenka de Fátima Araújo

terça-feira, 31 de maio de 2016

Fatos e Retratos - Contos e Crônicas



Meu livro "Fatos e Retratos - Contos e Crônicas" agora na Editora Perse.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Cultura

Cultura.
O poder é dos que usam anéis cravejados de pedras
A divisa estava feita, sem renda ou com real
O teatro, talentos isolados, cenários sem lantejoulas
Músicos por trás de cantores que levavam fama
Os cinemas só de beldades que aspiram posições
Os que vivem dos temperos, cantarolando nos sertões
Descalços sem macacas vestidas de chitas, só o chapéu
Não vê que é grande o meu desalento, o povo despido
Pois não esqueçam sou artista do povo para o povo.
A cultura não será sepultada, ainda resta os que fazem por amor.
Não haverá fervuras que derreta os honestos da arte.
A Cultura de um povo não se apaga.


Varenka De Fátima Araújo

terça-feira, 17 de maio de 2016

Sántuario de artista

Santinhos
um santo breve
diabinhos
com esperteza
insistindo fingir
bebem do amargo
bebem café preto
não são mais esquisitos.


O retrato

O retrato de Martim Gonçalves o fundador da Escola de Teatro da UFBA.

Retrato do fundador da Escola de Teatro da UFBA

Martim Gonçalves um homem com veias de artista funda a escola de Teatro na década de 1950. Era médico, pintor, um grande diretor de teatro que veio do Rio de Janeiro, chamado pelo Reitor Edgar naquela época para dirigir e fundar a Escola de Teatro em Salvador-Bahia.

Praça Campo Grande


Na Praça Campo Grande
Não tem  os pracinhas
Não o cloreto no cento
Não tem mais ostentação
Tem grades que protegem
Estatua da Cabocla
O lago artificial
O parquinho dos meninos
Os bancos dos aposentados
Os aparelhos para ginasticas
Ou um zume dos passantes
O lugar é pitoresco
Mostra como uma poesia
E, os poetas declamam
Como se fosse a última vez
Uma visão que não se apaga.

Varenka de Fátima Araújo

Poesia 'Viver no Planeta Terra" na árvore do Campo Grande.


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Um Vate

No esplendor da aurora
Quis um vate perpetuar
Visto os frutos em abundância
Vai tecendo os versos e prosas

Mas, alinhava fios de sentimentos
Por mais esforço que faça
Sabe que o tempo é breve
Ornando palavras de sapiência

Para não ficar esquecido no mundo
Vai cortando os ares com letras
Vem como os escritores sem fama
Com o cunho dos seus escritos

Desfrutáveis, só depois de cem anos
Cujo o tempo no compasso marcará
Jaz em uma cova um poeta, sem fama
Sr. Seleno de 0028 + 0100, anos.

Varenka de Fátima Araújo

Janela


Da janela as folhas cantarolam
E o malabarismo dos micos-leões
Que passam no fio como no circo
Da janela a chuva derrama seu lamento
Porém o mundo caí em sua visão
As solidões fazem parte da curta viagem
Eles passam sem alcaçarem aquela janenla
Da janela a vida passa sem brincadeira
Os pombos voam dançando um tango
O transitar de cobras rastejando na terra
E o céu no casamento com a luz muda de cor
Da janela o mundo vai passando velozmente.


Varenka De Fátima Araújo

terça-feira, 10 de maio de 2016

Para Aparecida Feitosa Jacob Gomes

Cida,

Naquela época, eu ficava olhando da janela da minha casa para sua casa, para vê os mil sapatinhos e vestidos que vc usava, seu andar bamboleando era sensacional. Nada nem o cansaço fazia você ficar em casa. Foram tempos dourados. Mostrava cartas de amigos seus que recebia, todo aquele montão de cartas, eu pensava que você respondia e um dia veria um livro seu publicado. Um charme especial irradiava da mocinha que queria se divertir. Subitamente tivemos de partir, não houve despedidas.
O face mostrou o quanto o tempo não apaga uma amizade. Daqui fico imaginando o seu sorriso franco, bem no Mato Grosso tenho uma amiga.

Mil beijos da amiga
Varenka de Fátima Araújo.

A natureza sabe guardar segredos

Se este banco falasse....Quantas lamentações, ela era magricela, o banco permanece com as cores originais desgastadas pelo tempo.O único lugar que sabe de suas declamações, aquela árvore no centro devorou muitas pegadas e o mar cantava para aplacar dores, amores. A figura de Chaguinhas sempre presente.

Carta para meu pai

Chaguinhas,

O senhor não está aqui na terra, não presenciou, o que sempre me disse:" Uma mulher no poder, quem governa por trás é um homem. minha filha a politica não serve para você, fique longe".
Nestes últimos meses vivi momento de tensão, sei um pouco do povo, povão que não estuda, não sabe votar. Agora tem o Fecebook, Twitter, Zap, que os que entendem de politica ficam jogando os seus textos, como os jovens possuem celulares vão lendo ,e, aprendendo. Afastaram a primeira Presidente Dilma do poder, mesmo sem  acharam um crime cometido pela Sra. Presidente,na rua tudo diferente, uns no ritmo de agressões, outros de contentamento.
E então, nesta tarde de maio...não, não pode ser, estou com dificuldade de respirar, quero meu Brasil na mais perfeita ordem, vem o tal  palpite de que muito vai acontecer, neste jogo tudo é possível. Basta o sofrimento de tantas agulhas em meu corpo, na mente só incerteza. Desculpa papai, se falei.

A casa amarela

Eu era uma adolescente, gostava de ficar na janela do terceiro andar de um prédio alugado.
A minha mãe falava que queria uma casa própria, amarela. O cruzeiro, um cruzado, um real vale muito, queria segurança para os filhos. Encontrou a casa amarela, quase igual a da pintura. Foi uma euforia. A paisagem mostra uma outra realidade, permanece como os cinquenta anos sem amarelar, sem um sinal de envelhecimento.A pintura realmente é fascinante! E a casa está uma propriedade sendo mantida, sem o pomar, o tempo é tão duro.


Minha mãe


Minha mãe a MULHER BONITA, muito em comum: cores, sensibilidade, formas de vencer a vida, o amargo revertemos com sorrisos.



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Cavalos

Cavalos
Gosto muito de cavalos
os do xadrez são potentes
sendo bem manobrados
no jogo surge a verdade

Mas ah! O cavalo?????
Vai longe, não monto
sinto que morri de uma queda
nem um afago, nem adeus

Cavalos, pretos, brancos, marrons
severos, fortes galopam pelo mundo
servem de corridas para o homem
servem de trasportes para o sustento

Para não marcar nem um cavalo
eu queria ter um de olhos negros
no sopro do vento galopasse....
SILVER, tom,tom,tom,tom,tom,tom.

Varenka De Fátima Araújo

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Carta para mamãe


Carta para mamãe,

Aqui vai umas letras perfumadas com música para senhora.
Hoje me vesti com sua o vestido que é sua cara, dei um show em um recinto fechado, era Fernando Pessoa, Chaguinhas. O poloca estava como meu salva-vida. Cantei "Olhos verdes", fiz uns versos para um rapaz.
Em poucas horas meu testamento estava nas mãos do meu Poloca.
Ainda tenho o maior amor do mundo pela senhora.
Varenka De Fátima Araújo

Carta para Caio Marinho



Carta para Caio Marinho,

O menino sempre falava desde pequeno que queria ser advogado, tinha suas peraltices, eu sempre brava, você me chamava de Perpétua, sorrio deste tempo. Sempre soube da sua inteligência aguçada. Sei que honrará sua profissão, foi sua opção desde pequeno sendo confirmado sua vocação. Tenha certeza meu querido, que a tia tem carinho e, ama você do modo dela. Mais um advogada na família.
Desejo que seja um brilhante advogado na sua profissão.
Varenka de Fátima Araújo.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Varvara

Varvara,

O sol vem vindo, não fique parada, a sombra não combina com seu grito.
Breve falaremos.

Varenka de Fátima Araújo

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Uma cidade não é o Mundo

Acorda
Vem abraça a cidade
Toda restaurada

Eu não fiz,não fiz nada
Passei o tempo correndo, sem fumar cigarro brabo
Sem poder parar para contemplar o por do sol
Sem poder pegar uma criança no colocar no colo

Da porta da entrada e saída
Nada pude vislumbrar, ela estava sempre sisuda
Uma cidade do grafite para o preto, com mistérios de séculos
E, o povo negro foram quebrando esses padrões apodrecidos

Estou hoje certa, que fiz pouco como mulher
Sofro com o descaso de certos homens de terem o poder
Não vale o poder sem amor, sem um pouco de dignidade, com dinheiro rasgado
Estou hoje certa que a luta será por muito tempo, estou quase desconjuntada
Olha, não somos mais saudados com um caloroso aperto de mão
Nem um abraço de amizade que não se paga e não mata saudades
Somos vencidos com deslealdade e ganancia de serem os melhores
Não existe os melhores, somos todos iguais perante um punhado de terra.

Da janela que não mente
Vejo uma cidade toda reformada
Esqueceram de ajustarem os parafusos das mentes com preconceitos
Com  tanta distinção de raças, cerdos e gêneros
Da minha escrita de nada ou pouco restará, são rabiscos sem regras
Se às traças estão sempre destruindo os papeis
Vou seguindo tentando mostrar que somos tão vulneráveis, que não restará nada.

Varenka de Fátima Araújo









sábado, 2 de abril de 2016

Lá fora...Dentro fora.

Lá fora o sol beijava ardente nuvens cinzas que nos cegava, o calor nos sufocava. Resolvi entrar na sala, e fiquei na primeira fila, para ouvir e sentir palavras eloquentes das mulheres.Fiquei confundida, olhando para a mesa, mulheres de posto , que não ouviam suas colegas, uma delas estava com seu celular, de olhos fixos na tela e zap, zap, zap... Eu não queria,  nem ao menos um, não via mesmo, que aparelho desconcertante. Por favor, desliguem os celulares, desliga, se liga um minuto em que as outras contam, ou o conto não fará um roteiro.
Nossa esses gestos desfazem toda um percurso a seguir. Mulheres não se enganem, ainda somos, divididas.Neste hora o vírus não aparece.
Não vislumbro a tal LIBERDADE, só conheço uma liberdade, o bairro mais populoso de Salvador.

Varenka de Fátima Araújo