Sejam bem vindos ao meu Blog

"O Artista se eleva pelo prazer da beleza dentro de sua criação."

Minha origem

Sei que amo. Conheço minha origem, respeito a mim mesma, tenho consciência da miscigenação e da minha cidadania.

Bahia de Todos os Santos

Moro na Bahia de Todos os Santos, abençoada por 365 igrejas, um legado deixado pelos Portugueses. No sincretismo religioso, o abraço com todas as religiões.Um povo que vibra sem intolerância religiosa.Tenho fé e amo meu povo!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

São Valentim,,,O amor

   Dez mil vezes São Valentim
   Por que assim fica o numero comprovado
   Contando o dobro de vezes que casou jovens
   O amor justificando todos os mandamentos

   Dez mil vezes São Valentim
   Por amor e com amor apostou sua vida
   O véu dos enamorados,sua sentença
   Silenciando para sempre,vida breve

   Dez mil vezes São Valentim
   Que sobre as flores da terrra,seu amor triunfa
   Quatorze de fevereiro,data especial....
   Os namorados comemoram com muito amor.

   Varenka de Fátima Araújo
    14 de fevereiro de 2011

Essa noite

No silêncio soturno sozinha
A solidão machuca meu coração
Ouço suas batidas intensas
Deixa que bata como batuque

Suas batidas asseleram
No mesmo ritmo da percursão
Batidas continuas sentidas
O sino em sons forte,quatro veses

Ah! suas batidas num compasso
O sino bate em outro compasso
Sons que se misturam,encanto!
Como partitura na canção despertar

Minha alma renasce fortalecida
Rompe as fronteiras do meu corpo
Em passos ritimados pelas batidas
Sinto um alento no coração,alegria!

Varenka de Fátima Araújo

Hora de namorar

Aquele bilhete tocante ao leu
Foi-se no vento, fazendo roteiro
Avisando ao mundo o nosso namoro

Aquele cartão já amarelou
Tinha uma flor e um ramalhete
As palavras de amor estão apagadas

A carta, o perfume se evaporou
As linhas escristas apressadas
Nem sei onde anda este amor vadio

Mas, te proponho, vem meu amor
Traga a garrafa de vinho...
Aguardamos a hora de namorar

Varenka

Sim,amor

Em baixo do teu umbigo
Tens o meu prazer
Um volume que cabe...
Todo em minha mão

Cabe dentro de mim
Uma parte do teu corpo
Solidário,ardente
Hilariante,sim amor

Prazeroso,sinto aqui
Um vir espontãneo
Um sair rapidamente
Que me faz delirar de amor

Ainda que não continues,não
Sairei a procura de outro amor,sim.

Varenka de Fátima Araújo

Não importa o que sinto

O inverno chegou furioso devastando tudo
Um dia sem equilibrio e totalmente desigual
Caminhei entre as pedras,água enferruja tudo
A sombrinha voou e fiquei ao relento por igual

A roupa pegajosa os pingos fortes ritimados
Trepidei ao ver o rapaz todo ensanguentado
O sangue jorrava pelo rosto,faca lado dado
Nesta vida louca que faz o jogo bem apertado

A morte tem cores quentes e frias,foi arma fria
Falando assim parece que defendo toda causa
Não importa a dimensão do grito,infernal frio

Não importa que vermes devorem milhões de corpos
Não importa que tantos homens sejam  truculentos
Não importa que a dor que sinto marque meu corpo

Varenka de Fátima Araújo

Desejo de poeta

De permanecer na terra
O poeta na solidão
Incerteza....
Tempo breve
Para deixar sua obra
É preciso não ter limite
Um pouco de loucura
Morrer cada dia
Sair da sepultura
Para Ser eterno.





Varenka de Fátima Araújo

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Outono,nasce um amor

Esta estação esplendorosa,vem depois do carnaval
No caminho  as folhas amareladas e avermelhadas
Formando um espesso tapete no chão da praça
Cantarolei e o ritmo em mim do "axé-music" da Bahia

Ensaiei uns passos da dança que semeou a terra
Como os frutos que caem  tão doces e saborosos
Surgem micaretas nas cidades sem carnaval de rua
Vou atrás da banda maçã,mel,chiclete com banana

O clima nos favorece não tem tanto calor,vem
Nesta magia e encanto encontro a porta do Paraíso
No agarradinho,no roça roça,os corpos entrelaçados
Entre  maçã, beijos e sussurros explode o amor!


Varenka de Fátima Araújo

No inverno,o amor é uma canção

Cai a chuva...O amor aquece o dia
Cai a neve,intensifica o amor
Vem a noite me envolvo em teus braços
Amo a maneira como te entregas

Cai a chuva...E o sons continuam
Amo em todos os cantos,sem espanto
Amo teu jeito de homem que machuca
Amo teu jeito de todo poderoso

Cai a chuva...Sons crescentes
Amo teu amor despudorado
Amo sem nenhum preconceito
Em sons decerscentes amo teu segredo
Guardado apenas entre nós dois.

Varenka de Fátima Araújo

Meus dez anos

Os meus dez anos
Que não voltam
Recordo da minha infância
Que o tempo não apagará

Junto com outras crianças
Juntas brincávamos de esconde-esconde
Juntas cantávamos, cantiga de roda
Juntas passávamos o anel

Como é bom ser criança!
Criança que brincava de dona de casa
Que confeccionava os móveis de caixa de fósforo
Que esperava o dia da criança

Para ganhar um brinquedo
Presente de feira era o melhor
Presente do comercio era como o bibelô
Presente é uma surpresa
Lucro para o comerciante.

Varenka de Fátima Araújo

Perfume

Oh! Caso grande
Oh! Aroma que embriaga a alma
Que nos aproxima
Que nos seduz


Que impregna a roupa
Que faz lembrar
Quem está a mil milhas
Um amante perdido
Um grande amor.

Varenka de fátima Araújo

sábado, 12 de novembro de 2011

Amor poibido

Minha nudez é o sentimento
Minha vestimenta a razão

O que está por baixo
Cubro com tecido cor da pele

Para disfarçar meu desejo
Por cima um veludo preto

Meu corpo com outra identidade
Não revela este amor proibido.

Varenka de Fátima Araújo

O natal está chegando

O natal está chegando,o tempo voou. Eis a oportunidade de reunir a família. Surpreende me a ausência física do meu pai Chaguinha, que sempre foi nosso papai Noel e fazia questão que todos da família estivessem presente para passarmos junto a festa natalina. O presépio era enfeitado com flores para ficar mais alegre e belo.

Para entendermos a mensagem do presépio. Só quem é capaz de reconhecer seus limites e sua fragilidade. Pois o presépio prega ensinamentos diferentes do mundo.

Ensinamento do presépio:

"Uma criança: fragilidade
Uma jovem: humildade
Um homem: silêncio
Pastores: simplicidade
Magos: curiosidade
Animais: o mundo terreno
Flores: alegria
Anjo: mensageiro
Estrela: uma guia"

A criança indefesa é a resposta do anseio de Deus ao infinito do ser humano.
 Maria a honrar com seu nome por toda humanidade. Um homem José, com seu silêncio, homem justo, que viveu em função do filho do qual viveu

Os pastores ouviram o anúncio e correram ate a gruta, os primeiros a verem o menino. Só os simples entenderam a linguagem de Deus.

Os magos foram em busca do recém nascido. Só quem tem coragem de sair de si, vai ao encontro de Deus.
O bafo dos animais aquecem a gruta fria.
Flores que ornamentam dando alegria.
O anjo é o mensageiro que anuncia a chegada do Salvador.
A estrela com luz guiou o caminho de Belém.
O natal é de solidariedade. Um natal mais verdadeiro. Um natal de amor e Paz.

Varenka de Fátima Araújo

Biografia: Pe. Aderbal Galvão de Sousa    

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

livro “Ela em versos”, de Varenka de Fátima Araújo sob a visão de Valdeck Almeida

Resenha

O livro “Ela em versos”, de Varenka de Fátima Araújo sob a visão de Valdeck Almeida

10/11/2011

Varenka de Fátima Araújo – “Ela em versos”

A escritora se apresenta ao mundo literário com fragmentos de um inverno em forma de canção.

Pleno de emoção, o livro começa com uma ode ao pai da autora, num texto que denota carinho e saudade, além de reconhecimento pela doação de anos que Francisco Chagas de Araújo (Chaguinha) dedicou aos filhos.

Aí vem textos para a mãe Maria Albanisa Araújo, outros no mesmo tom para a tia Irene, o filho Vidmar, Vovó Amora Beata Maria de Araújo, “parente distante”, mas bem próxima do carinho e afeto de Varenka.

O livro é recheado de emoção, como a poeta. A poetisa-autora fala de amizade, amores idos, da arte da dança – em que é formada pela UFBA -, natal e de coisas simples como um par de óculos que esconde, talvez, um olhar tristonho, saudoso, febril. Este é o tom do livro de poemas, que canta a simplicidade da vida, esta mesma vida que Varenka aproveita para curtir com muito amor.

Valdeck Almeida de Jesus
18 de outubro de 2011, 16 horas

domingo, 6 de novembro de 2011

Dança do ventre

Pés descalços no chão vermelho
Sorriso nos lábios  cor do pecado
Cabelos soltos  fios vermelhos
No ritmo  constante  acelerado

Suas mãos que adejam pelo ar
No ventre a sensual,fertilidade
Ancas soltas  movimentos no ar
Como a terra,  a mãe eternidade

Tohia Carioca  nome foi dado
Função derbakita que misturam
Sons árabes e brasileiros, belos

A dança do ventre para os Deuses
O corpo vibrando em oferendas
Mas pode seduzir qualquer mortal

Varenka de Fátima Araújo

Dança do ventre folclórica

Danço descalça em casa e na rua
Giro sem preocupar com técnicas
Nem preocupo em dançar na rua
Palco elemento cênico presente

Com taça o corpo todo iluminado
Jarra na busca da água,  equilíbrio
 Bengala, firme corpo  iluminado
Pandeiro toque que marca o ritmo

Objetos da dança ventre folclórica
Tão soltas, praticadas no Ocidente
Ritmo e sensualidade na folclórica

A dança que marcou minha vida
Que se dança em todas as idades
Continuo dançando por toda vida

Varenka de Fátima Araújo

Dança do ventre com bengala

Dança do ventre,sou mulher Isis
Danço como uma boa bailarina
Dedicando o ritual a Deusa Isis
Na fé religiosa, mãe bailarina

Ondulações abdominais, quadril
Imitando as contrações do parto
Mão em ritmo,batidas no quadril
Mostrando a fertilidade no parto

Com a mão movimento a bengala
Ela entre os dedos, malabarismo
Coloco nos seios e elevo a Deus

Ao meu redor dançarinos belos!
Dançado com o bengala no ombro
Numa perfeita comunhão divina!

Varenka de Fátima Araújo

Dança do ventre com o véu

Me entrego totalmente a dança
Em movimentos fico bem leve
Para os Deuses é que eu danço
Arte divina! Elevo meu espírito

Em extensão de uma bailarina
Meus braços e mãos entre véus
Uso transparente com leveza
Com várias cores um encanto!

Durante a dança jogo um véu
Equilibrada desloco em giros
Vislumbro quem pegou o véu

Que faz parte do meu figurino
Essa intenção está preservada
Não será desvendada, mistério

Varenka de Fátima Araújo
Do livro Etrenos Sonetos

Meu sorriso

Ai que vida que adoro!
Meu sorriso vai para ti...
Retorna para mim...meu sorriso
Nem as mil agulhas que recebi
Não apagaram o meu sorriso
Este sorriso em tela imortal

Sim,a foto...Que foto?
Aqui,olha para a foto
Varvára é impressionante
Teu sorriso o mesmo
Um som crecente,alegria!
Contagia quem está por perto

A leitura da lente falha
Não,não,nem sempre
Uma escrita do momento que fica
O registro para toda vida
Bem feito fica para posteridade
Não tenha medo do tempo,uma foto

Ai, que vida que adoro!
Vivo bailando no compasso...
Do ponteiro do relógio
Vivo sorrindo para o tempo
Vivo sorrindo, meche com tudo
Ai,vida como quero que dure...

Varenka de Fátima Araújo

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Um poema para um Amado

Na praça Castro Alves
Inumeras coloridas suspensas
Dos personagens de Jorge Amado
Treme a praça, o povo no sobe e desce

Deleite aqui, abri os braços
O filho no chão da praça
Meu olhar no gozo
Desejos da vida

É noite ilariante...
Oh! Aqueceste me em teus braços
Oh! João Jorge Amado
Foste breve, como o carnaval

Publique às  cartas do teu pai...
Para tua mãe, nos tempos do exílio...
Este  livro faço fé
Tão esperado em agosto de 2012.

Varenka de Fátima Araújo

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PAZ

Uma palavra...Paz
Vamos falar....
Vamos falar...Paz
Eu quero paz
O povo quer paz
O povo luta pela paz
O povo canta a paz
Símbolo...Pombo
O povo desenha a paz
O povo pinta a paz
A palavra paz
Como pacífico
Objetivo pacífico
Colaboração pacífica
Trabalho pacífico
Tratado pacífico
Nações pacíficas
Paises pacíficos
Tanta paz....
A paz está lá no fundo
dentro de cada um
NósXPaz

Varenka de Fátima Araújo

Rio Amazonas

Vedes o Rio Amazonas
Na sua imensidão
Com águas de março
Com águas de maio
Com águas de julho
Com águas de milhões de anos
A bacia amazônica transborda
Segue seu percurso rolando e rolando
Banhando terras e seus afluentes
Águas límpidas que salva vidas
Com sua imensa riqueza
Todos sabem disso
O que não percebem é o perigo
Por Deus as pessoas gananciosas
Vem para se apossar das águas doce do rio Amazonas
Navios e mais navios com a nossa água
Levando para outras continentes
Agora devemos nos unir
Agora devemos lutar
O Rio Amazonas é nosso!

Varenka de Fátima Araújo
Do livro do GACBA.Em Dezembro de 2009

Mãe Terra

Mãe que expele todos os dias filho de luz
Nunca deixa teus filhos sem alimento

Mãe terra que registra marcas dos que pisam
Guiando todos por caminhos diversos

Mãe que dar a todos um punhado de terra
Jamais reivindica direitos.

Mãe terra que chora pelo submundo constante
A ganância de uns filhos, desnorteando

Mãe terra que receberá os filhos, joia emprestada
Que um dia retornarão ao seu abrigo eternamente.

Varenka de Fátima Araújo