Sejam bem vindos ao meu Blog

"O Artista se eleva pelo prazer da beleza dentro de sua criação."

Minha origem

Sei que amo. Conheço minha origem, respeito a mim mesma, tenho consciência da miscigenação e da minha cidadania.

Bahia de Todos os Santos

Moro na Bahia de Todos os Santos, abençoada por 365 igrejas, um legado deixado pelos Portugueses. No sincretismo religioso, o abraço com todas as religiões.Um povo que vibra sem intolerância religiosa.Tenho fé e amo meu povo!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Dueto-Versos em teu corpo

Esse teu vestido
Que te fica tão bem
Perco o olhar no teu decote
Antes mesmo de rasgar
E te desnudar
Pra vislumbrar tua pele de seda
Como página em branco, vermelha
Que anseia por profanas escritas
E todas as letras gravadas
Tatuadas como em fogo
Desfilo todos os versos
Com a ponta da língua
Fazendo da saliva e do teu suor
A tinta mais forte
Nessas curvas generosas
Coloco todas as minhas exclamações
E teu corpo generoso desejado
Ávido em nos conjugar
O mais louco dos nossos verbos
Cria as mais diversas interrogações
Dos verbos amar, entregar
E todos terminados em ar
Mesmo quando o ar faltar
Nas carícias dessas letras
Que nas coxas são marcadas
Abre a porta dos prazeres
Desejando que se entre pra ficar
E a boca em tua página
Rabiscando e pintando
Versejando teu gozar!

Rickbar

-x-x-x

Não perca tempo
Pode me despir
Pode até me rasgar
Nada importa!
Minha pele ainda encanta
Das formas das cores colocadas
Quero ver você deslumbrar minha pele sedosa
Com suas letras no meu corpo
Tatuadas com sua língua salivada
Com a mistura do meu suor
Surgirá uma tinta fresca e brilhante
Da cor vermelha alucinante
Com um cheiro avassalador
Em minhas curvas feitas por um mestre
Teremos momentos prazerosos
Não espero exclamações
Não espero interrogações
Espero você para me acalentar
Entre caricias e afagos
As letras nas coxas firmadas
A porta dos prazeres está aberta
Como uma pagina branca e limpa
Esperando seu rabisco e pintura
Para continuarmos a viagem ....
E temos prazer de gozar.

Varenka  de Fátima Araújo

Dueto - Navegando em ti

NAVEGANDO EM TI…

Beijo os teus lábios, docemente…
Brinco com a tua língua, e chupo-a…
Depois…com carícia
Deslizo a minha língua pelos teus seios.

Escorrego pelo teu bosque
Leve, muito leve…
Chego ao teu sexo, dou-lhe um toque subtil
Sinto um líquido morno e apetitoso
Escorrendo nos meus lábios
Pouco a pouco, bebo e delicio-me
Como se fosse o néctar dos deuses.

Sinto o teu cheiro, que me envolve
A minha respiração ofegante
Que se vai desvanecendo
À medida que os nossos corpos
Se vão acariciando
Sinto o meu coração bater, desordenadamente
Apaixonadamente…
Saciado por fim…adormeço
Com o sabor nos meus lábios…
Do teu delicioso…néctar.

Gil Moura (Mário Margaride)


Teus beijos nos meus lábios...Adocicados...
Tua língua na minha....Fico excitada
Com tuas carícias.
Vais deslizando a tua língua
Pelos meus seios, que delícia!

Meu sexo profundo e aberto
Entras levemente no paraíso
Meu liquido nos teus lábios
Bebes como se fosse o néctar dos Deuses…

O teu cheiro me enlouquece
Com minha língua desço o teu corpo
Sugo o teu sexo....
Teu mel na minha boca
Engulo e farto me, como se fosse o manjar do céu

Tudo gira ao redor...
Respiro fundo e revigoro-me
A medida que nossos corpos, entrelaçados…Se fundem
Sinto o coração palpitar, apaixonadamente...
Satisfeita, enfim, adormeço
Com o sabor do teu mel.

Varenka de Fátima Araújo

Palavras vãs

Este ardor que sinto
é algo essencial
- envolvo em teus braços,
beijo tua nuca,
bajulo teu ouvido,
murmuro que te amo
sem que percebas.
Enrosco minha língua
Com palavras vãs
No intenso delírio e vários gozos

Varenka de Fátima Araújo

domingo, 4 de maio de 2014

Um desejo de poeta

De permanecer na terra
O poeta na solidão
Incerteza....
Tempo breve
Para deixar sua obra
É preciso não ter limite
Um pouco de loucura
Morrer cada dia
Sair da sepultura
Para Ser eterno.





Varenka de Fátima Araújo

O que sou

Sou um corpo
Que às vezes
Assumo rostos diversos

Eu sou assim...
Não te sintas a morrer,
por não me tocares...

Mas quando sinto
O teu corpo no meu...
Tenho a certeza que rejuvenesço.

Varenka de Fátima Araújo

Grito no ar


Loucura é esse sentimento que sinto por você.

Desvairada por você, aperto, pressiono e esfrego.

O mesmo acontece comigo - Sinto sua loucura,

quase sem folego, meu corpo levitando

e meu Ser ardendo de desejo,

Respiro fundo e ouço teu grito...

Sabes que sinto o mesmo fogo.

Varenka de Fátima Araújo

Desejo

Desejo enlouquecedor,
cobiça,paixão ou amor?
Esse seu querer por mim,
em qualquer situação,
fico sem pudor.
Toda ardendo para você,
não consigo dizer não.

Varenka de Fátima Araújo

Uma inspiração

Pedi a Deus inspiração,
aflita com uns mesquinhos
homens da terra sem piedade
com sons cortantes da morte
os túmulos muito fechados
cemitérios, mais cemitérios,
tinha razão a ignorância
sem tempo para às dores,
os primeiros homens severos
tinham e davam educação.

Varenka de Fátima Araújo



quarta-feira, 30 de abril de 2014

Quadro


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Posse de Valter Bitencourt Júnior


Modesto o Valter Bitencourt Júnior , um jovem o mais novo de todos os meus amigos, modesto como um anjo, em seus lábios puro me pediu que colocasse a medalha e diploma da Academia Teófilo Otoni, sem alvoroço e sem muita gente ao redor. Escolheu este templo com colunas é um caminho na Praça do Campo Grande, o espaço parece entender a voz que encheu de energia positiva. A fotógrafa Layra Cristina estava a nossa espera, foi tudo tão simples. E eu sinto, que ele vai honrar e galgar na Academia Teófilo Otonni. Sua madrinha de sempre.
Varenka de Fátima Araújo

domingo, 27 de abril de 2014

Fotos

Uma primeira leitura
ela de biquine
em poses expostas
de rosto angelical
num raio acaso
dobra pernas
vistosas e sensuais
cantando os salmos
uns humanos em traição
de mentes fervendo
gozam sozinhos
a santa canta
fiz muito bem.

Varenka de Fátima Araújo

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Ouro


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Che Guevara

Na casa de Chagas, meu pai,
um sonho fervoroso
usava a boina e a camisa
com foto de Che Guevara
que por seus feitos e bem feito
por ser um andarilho do bem
combatendo e ferido na nuca
sangue brotava, nada o intimidava
Che cuidava dos companheiros
exaltava a liberdade para às Américas.
Quando seus algozes
desferiram o golpe fatal
às nuvens em algodão sumiram
o céu afundou como abismo
a terra ficou um buraco escuro.
O herói se foi, triste fim,
crianças, jovens, velhos,
vestem a camisa com foto
do imortal  Che Guevara.

Varenka de Fátima Araújo


segunda-feira, 14 de abril de 2014

Maquinas

De escrever não existem
De forrar botões sumiram
Ferrugem atroz
Queixa sonora
Vem o celular
Se liga
Fora de área
Desligado
Incomoda
Barato
Barato só
Tim, um barulho
Olho no olho
Se liga.

Varenka de Fátima

domingo, 13 de abril de 2014

A menina que vivi

O céu  escuro
milhões de estrelas
buracos luminosos
o cruzeiro do sul
onipotência real.

Varenka de Fátima Araújo

domingo, 6 de abril de 2014

Artista

Sou artista
multifacetada
de varejo
com preço
exorbitante.

Varenka de Fátima Araújo


Recordações no pomar

Pai
demarcou
plantou
o pé de jaca
subia tirava jaca
no olhar cúmpliscidade
nosso sorriso.
Cachos de banana
potássio para pernas
toma banana,
gargalhadas.
O coqueiro tantos
águas como soro
nossas conversas
intermináveis.
Na goiabeira
frutos e folhas
para sua saúde.
Oitenta e seis anos
no labirinto
seu mundo acabou.
Quatro anos passaram
possei em cada pé
era só saudade.

Varenka de Fátima Araújo







Lua

lua prateada
desnuda
desapareceu
envergonhada
ficou a escuridão.

Varenka de Fátima Araújo



quarta-feira, 2 de abril de 2014

A casa da juventude

Era uma casa espetacular
assentaram nas janelas
portas de ferro pesado
cruzando o ar está enferrujado
o vento leva a brisa
o celeste é um mortuário
ambrosia não servem
a ameaça fechou
a casinha da minha juventude.

Varenka de Fátima Araújo

terça-feira, 1 de abril de 2014

Lute meu nego

Zumbi dos Palmares
ainda vivi
luta em selva de pedras
toda luta não tem fim.

Um dia cotas para
estudantes negros
em Universidades
uma sorte de luz.

Agora, mais forte
vinte por cento
de cotas no setor
Público para negros.
A luta será sempre.

Varenka de Fátima araújo

O rapaz Africano

O rapaz herda
dos antepassados
desatourado
roga por
seus costumes
desobedece.
Sua mãe grita:"Sabatana ",
em africano
"Meu filho te quero".
Um chamado
uma ordem.

Varenka de Fátima Araújo

Apenas um homem

O destino entra
pela porta
invadiu todo
meu espaço
possuiu meu corpo
numa coreografia
o preto no branco
meu cheiro
foi com ele.

Varenka de Fátima Araújo