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"O Artista se eleva pelo prazer da beleza dentro de sua criação."

Minha origem

Sei que amo. Conheço minha origem, respeito a mim mesma, tenho consciência da miscigenação e da minha cidadania.

Bahia de Todos os Santos

Moro na Bahia de Todos os Santos, abençoada por 365 igrejas, um legado deixado pelos Portugueses. No sincretismo religioso, o abraço com todas as religiões.Um povo que vibra sem intolerância religiosa.Tenho fé e amo meu povo!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

TAIANE


Imagine o que eu penso, de uma menina dos meus sonhos. Vi nascer, cresceu atraente e inteligente, sua beleza interior é encantadora. Era minha pequenina preferida que, se fez   mulher,  sendo agradável e sabe se agradar. Uma boa coisa foi se envolver amorosamente, dando a luz a sua princesinha e herdeira Maria Luiza. Chamamos carinhosamente de Tai, sempre foi tão linda que foi musa inspiradora de um poeta, sendo Taiane tocada por seus irmãos  Macedo, filhos de Osmar Macedo fundador do Trio Elétrico. Sabedora que ela vê o mundo tal como ele é, enfrentando os obstáculos com perseverança. E ao som da sua música com boas vibrações, surgirá uma nova jornada, corajosamente será vencedora.

Varenka de Fátima

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar.

Neste carro do ano de 1950, com muito som ,brilho e alegria, Dodô e Osmar e um outro integrante,saíram tocando pelas ruas de Salvador e o povo embevenecido, seguiam atras dançando em sintonia com o som suave como Osmar sempre foi fiel.Tantos carnavais se passaram e os fundadores do Trio Elétrico cumpriram sua missão e partiram. Para legar à historia, Osmar deixou os filhos talentosos, que desde pequenos tocavam. Posando na fobica de 1950 o Aroldo, Andre que canta, Armandinho e Betinho.Agora, tocam no famoso Trio Armandinho, Dodô e Osmar.

Varenka de Fátima Araújo

Em frente....




Estou presa
no cativeiro da solidão
não darei indícias
fugindo da prisão
não oferecerei meu corpo
ao túmulo fétido
para os vermes em festa 
terminarei meu martírio
cumprindo minha pena
perdoando os infensos

Varenka de Fátima Araújo

Meu amor com pimenta


Prove da minha receita
misturo a pimenta açafrão
com o desejo do novo
em movimentos enérgicos
ponho um rubi e âmbar
dançarei nua  ao som
da tua voz aveludada
o primeiro passo sigo
em tua direção
o segundo passo
meu corpo encaixa ao teu
o terceiro passo
um gozo que é só nosso

Varenka de Fátima

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Varenka

V- Veja, você
A- Amor, seja ele de um amigo ou não
R- Realmente de onde menos se imagina surge
E- Ele quieto e sorateiro
N- Não adianta lutar contra, talvez os
K- Kardecistas consigam explicar, pois nós católicos não conseguimos
A - Ainda que respeitando as outras religiões é coisa de reencarnação.

Marcos Toledo

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ao poeta do chapéu preto



Ao som da guitarra baiana da cor vermelha, te procurei entre a multidão, no eletrizante som  eu gritava, a vida se completa com o teu tesão, na verdadeira  excitação e no delírio da massa nem um sinal do teu chapéu. Que loucura! Sem a tua mistura, só sobrou meu vestido  colado com o suor e o  perfume que exalava do meu corpo.  Aí saí do transe, és apenas uma lembrança.

Adeus, querido Walmor Chagas


O céu escureceu e às estrelas desapareceram,  a lua se escondeu sem o seu bordado, para aguardar uma estrela que brilhou na terra e estava indo ao encalço das outras estrelas para brilhar eternamente. Senti um aperto no coração  sem saber a razão, dormi na pequena morte, não senti dor, seguramente nos encontramos e sorrimos, mas, alertei não venha me buscar, prefiro ficar na terra com os meus orixás e meu Deus, que me protegem. Sei da competição e do grupo que quer minha cabeça, não preciso ter  dez mil amigos no Fecebook, tenho os que posso contar, trabalhamos juntos poso contar com estes e minha família, estou mais velha,segundo o mapa astral do Frei Elizeu, trabalhamos juntos em o Pagador de promessa, pela Globo em Salvador, as filmagens foram feitas no Carmo, eu fazia o papel de uma beata sempre perto do Walmor Chagas que interpretava o padre,na cena que estávamos dentro da igreja e o Pagador de promessa com a cruz batia na porta para entrar na igreja, momento de tensão, foi quando o diretor da cena ordenou que ficássemos todos dentro da igreja, pois a cena seria rodada duas horas depois, a maquiadora com a pedra japonesa que passa nos olhos para forçar o choro e uma atriz a correr para passar nos olhos dos atores para que chorassem, eu corria dentro da igreja e Walmor sorria, feito a cena. Fui retirar minha maquilagem de velha e soltei meus cabelos longos, fomos almoçar e o Walmor sempre sorrindo dizia: “Aquela beata velha que estava do meu lado, quando tira a maquilagem fica jovem,  são lindos  os seus cabelos Varenka”. E o sorriso de Walmor Chagas ficará guardado na minha lembrança por toda minha vida.

Varenka de Fátima Araújo

Walmor Chagas era ator, participou de várias novelas da Globo.Faleceu ontem com a idade de 82 anos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Dança do ventre com taças e velas


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A poesia de Varenka

não me recordo
quando aconteceu
cansado adormeci por ai
na busca incansável de palavras
fui longe muito longe
tentar encontrar as melhores
e desiludido fiquei
quando não as encontrei

fui a janela de meu pc
e todas elas estavam ali
como pude ser assim
tão descuidado de ti
aquela janela tão perto de mim
continha tudo o queria
o saber do amor de uma vizinha
que há muito me espreitava
pela janela de sua cozinha
onde cozinhava sua poesia
enquanto olhava para onde vivia

um dia deu-me a provar
um dos seus pratos de poesia
de todo o tanto que pode conter
que tão bom sabor que tinha
saboreei toda aquela magia
raspei e lambi aquela iguaria
tornou-se a minha preferida
quando acabei por fim
espetei os dentes
contra os meus lábios
sangrei e chorei

como era macia e atrevida
tão tenra e deliciosa
simples e por vezes exótica
a poesia de varenka

Por Quidam

Jorge Oliveira

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ao poeta Especial


Eu pensei,pensei, pensei
teu olhar em frontal
seguem em todas posições
os meus olhos em anseios
tento uma ivestida
em derback
danço em movimentos rápidos
solto beijos com ardor
tua boca cabe
em meu seio ereto
passo a mão em volto e solto
só para te agradar
meu corpo todo fremindo
a viver doce ilusão
o mar revolto entre nós
poeta especial
preciso me acostumar....

Varenka de Fátima Araújo

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Vem.....


Correa solta um poetar iluminado
como um clarão desnudando a alma
sem falsificar sorrisos de bondade
num suave bradar de sonhos a realizar
minha alma ficou prisioneira
desta tua magia e emoções contidas
adormeci semi nua entre lençol fino
para em sonho teu corpo abraçar
dançar sobre uma melodia suave
solta tuas amarras,vem...

Varenka de Fátima Araújo

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Ano Novo


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!


domingo, 23 de dezembro de 2012

Confraternização da União Brasileira de Trovadores da Bahia











sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Hoje(21/12/12) no Teatro Castro Alves

Evento no Teatro Castro Alves
Colegiado Setoriais das Artes na Bahia


Albino Rufino
Eu sei da sua luta
 Demoro no olhar
Como o sol brilhou
Secretário da Cultura



Kuca


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

LANÇAMENTO DO LIVRO FALAR ESCRITOR 20-12-2012



 
                                                                          Livro do fala escritor
                                                                          Do ideal não abro mão
                                                                          Letras soltas muito amor
                                                                          Da alma ou coração

domingo, 16 de dezembro de 2012

Lançamento do livro da CAPPAZ

Somos da CAPPAZ 
Paz
tudo que é tão puro
tudo que é tão justo
tudo que é tão raro
tudo com amor feito




PAZ
O povo canta a paz
Símbolo...Pombo
O povo desenha a paz
O povo pinta a paz
A palavra paz
Como pacífico
Objetivo pacífico
Colaboração pacífica
Trabalho pacífico
Tratado pacífico
Nações pacíficas
Países pacíficos
Tanta paz....
A paz está lá no fundo
dentro de cada um
Nós X Paz
Vaenka de Fátima araújo

sábado, 15 de dezembro de 2012

Luar

Trova

Um luar esplendoroso
Luzes, paz cosmogonia
Que irradia brilhoso
E nos corpos harmonia

Varenka de Fátima Araújo

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dança do ventre com taças e velas


Dalva Leite-Minha professora


Querida Varenka. Recebi a Minirreevistnha, Esta linda. Seu texto está cada vez mais apurado. È continuar sempre.Você tem um talento natural para transmitir a emoção de cada acontecimento. Parabéns amiga .Fico muito feliz com o seu sucesso.Muita saúde paz e muita criatividade, nesse seu ofício. Sucesso e felicidade.
Estou me empenhando bastante com as mais variadas fisio e psico terapia para  melhorar e continuar a travessia.
Beijo grande Dalva. 

Bom dia Varenka....realmente é raro ver alguém assim....parabéns para as duas....pelo seu trabalho e pela sensibilidade da Dalva.
Fique em paz...
Marcos Toledo
Diretor e organizador da Minirrevistinha

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

MATANDO A SAUDADE DE BUCKJONES


Na década de 80, tudo era mais livre,  dispensava o próprio tempo para ir com minha amiga e irmã de coração Fátima Oliveira , Paula, Fadila, pipocando ou pulando atrás do trio sem medo.
Não era por capricho que insistia em ir em sua direção, gostava de dançar, tinha o meu vizinho e confidente, o criador do trio elétrico Osmar Macedo. 
Eu gostava de pular com meu coração, mas, não entregava para nenhum
cantor, pois o artista sempre gosta do outro. Embora conseguisse apanhar uns poucos amigos, só queria  suspiros e deslizava com os mais encantadores, alternando dia e noite pela a avenida. Naturalmente vinha em cima do Trio do beijo o cantor Netinho, em outro Durval, Morais Moreira.
Paula gritava: " Lá vem a banda mel!" Ficava eletrizada com a voz de Buckjones, com o seu sorriso como uma nuvem macia e uma voz que atinge em plena distância com força,fazendo bater o coração no mesmo ritmo. Hoje o  mesmo riso melodioso que com sua voz atingiu meu ouvido, jamais esquecerei....
Confirmo, no parto toda mãe sente dor, como a terra esta para o Pelô.
No meu balanço vivi em busca da sua harmonia, na sua explosão e milagroso equilíbrio, cantava
para uma multidão, sem que me visse em todo o percurso de uma época tão sadia de bons ventos.
Na sua harmonia dos sons, das cores, da poesia cantada, no uso das palavras adequadas, no brilho do diamante e suavidade, continuo sendo sua fã em dimensões de paz que cai sobre nós, cantor de todo o tempo.

Varenka de Fátima Araújo

Dodô e Osmar


Primeiro que tudo quero enfatizar  que o ano de 1972 foi de júbilo para nossa família. Meus  pais compraram uma casinha branca no alto do Bonfim, uma casa com jardim e um pomar, era o sonho concretizado. Como vizinhos tinha um comerciante rico e duas casas mais na frente uma mansão, com piscina,moveis luxuosos, as pessoas alegres e muito som vinha ao nosso favor. Minha mãe se apresentou, fez amizade com a dona da casa e conheceu o seu esposo um senhor de imediata cordialidade, compreensivo, inteligente!  Dono de uma metalúrgica e tocava divinamente.
Que alegria! Foi uma enorme surpresa, nem imaginávamos que o nosso vizinho se chamava Osmar Macedo era  fundador do trio e pau elétrico,  em serestas ou em cima do trio tocava com seu amigo inseparável Dodô, que também foi nosso vizinho.
No aniversário de minha mãe Maria  Albanisa, fizeram uma seresta animadíssima, minha mãe entusiasmada dizia: “Meu vizinho Osmar é um gênio!”
Hoje minha mãe com 76 anos, comenta com respeito: “Que tempo bom que não volta mais."
Osmar tinha  sete filhos, Aberto, Armandinho, Aroldo e André,  lindos e talentosos! E mais a Ritinha,  Jarbas e Taiane,  belos e maravilhosos!
Cresci ouvindo música de primeira qualidade e uma amizade de carinho e deslumbramento por Osmar, fiquei conhecendo como surgiu o pau elétrico.
Comprovado  com o depoimento de seu filho Betinho: " No ano de 1942, Osmar entra numa loja que vendia instrumentos musicais e pega um  violão e pergunta: “Este é um violão de boa qualidade e forte?”
O vendedor: respondeu: “É sim, senhor, muito forte.”
Osmar  com o violão bate na quina da mesa e quebra.
O vendedor.  “ O senhor quebrou o violão.”
Osmar, retira  o pau com as cordas, paga, sai apenas com o pau.Com um adaptador,o instrumento tocava com um som vibrante, apelidaram  de Pau Elétrico.
Depois de varias sessões de ensaios incontáveis, Osmar e Dodô e mais um amigo saíram num carro tocando, o povo atrás dançando.
Em 1950 em cima de um carro que chamavam de fubica  tocavam  três músicos, de partida da  Rua Chile, desceram  a Avenida Sete e o trio com o som mais baixo do que hoje era uma sensação por onde passava.
Os filhos cresceram, ouvindo e tocando.
O Armandinho,  um talento nato, ganha prêmio, em destaque, faz sucesso!
Os irmãos: Alberto, Armandinho, Aroldo e André no vocal,  começam a tocar em cima do trio,  já com transformações na acústica.
Na década de 1980,  Osmar apenas acompanhava o trio,  não tocava mais e Dodô já tinha falecido.  Mas, que eles ficaram imortais,  disto Osmar e Dodô se foram sabendo.
Aqui fica o registro de uma fã,  inconfundível da família Macedo.

Varenka de Fátima Araújo