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"O Artista se eleva pelo prazer da beleza dentro de sua criação."

Minha origem

Sei que amo. Conheço minha origem, respeito a mim mesma, tenho consciência da miscigenação e da minha cidadania.

Bahia de Todos os Santos

Moro na Bahia de Todos os Santos, abençoada por 365 igrejas, um legado deixado pelos Portugueses. No sincretismo religioso, o abraço com todas as religiões.Um povo que vibra sem intolerância religiosa.Tenho fé e amo meu povo!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Somo Todos Africa

Ó tu Africa, terra mil vezes querida
Um dia levaram uns africanos
Eis, minha bisavó, meu bisavô
Era Maria Rosa , pai João Araújo

Corre o sangue em mim dos meus queridos
Esta morada de cores me fortalece
De feitos de valentia, templo de vitórias
Dos guerreiros, merecedores de horarias

Então sempre levantarei os olhos
Para os céus em pensamentos
Cantarolando a canção " Mama Africa"
Vibrando em mim com gratidão

Aqui sua bisneta se envaidece
Aqui converte em puro amor
Mãe Joda, como eu chamava minha bisavó
Tenho consciência da minha miscigenação.

Varenka de Fátima Araújo

Salvador - Bahia - Brasil

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Antologia de Natal - Portal CEN - CÁ ESTAMOS NÓS

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Carta para Papai Noel.




Eu era uma criança normal: eu gostava de brincar com outras crianças,   gostava de bolinhos salgados,   esperava o natal,  só para ganhar presentes.  Antes tinha a ceia,  arroz temperado,  galinha,  uma salada de verduras,  o peru nunca foi para nossa mesa.
Meu pai com sua voz empostada, contava histórias para fazer dormir.   Na noite de Natal, ao deitar o sol, meu pai contava várias histórias, nada do sono nos vencer,  minha mãe vinha de mansinho: "Vamos crianças durmam, o Papai Noel vai deixar embaixo de suas redes, presentes".  A infância é um pedaço adormecido,  o resto foi modificado com a industria.
Lembro-me que era muito curiosa,  queria saber quem era e abraçar o Papai Noel.
E, minha mãe falava baixinho,  vão dormir,  criança dorme cedo,  o bom velhinho vai fazer uma boa surpresa.
Eu não aceitava, desconfiava, ficava de olhos abertos, recomenda para minha irmã Hermengarda ficar acordada, caso eu dormisse para finalmente conhecer e, receber o nosso presente do velhinho que amava crianças.
Meu pai esperava que o sono nos vencesse, colocava os humildes presentes,  geralmente bonecas,  cada boneca tinha seu brilho.
A realidade só foi descortinada ao ficar uma mocinha,  minha mãe revelou em poucas palavras que o Papa Noel,  era,  sempre foi o nosso pai Francisco das Chagas.
Hoje, esta magia foi apagada com a industria, como sempre lucrando, colocando nas lojas, homens de cabelos,  barbas brancas, vestidos de vermelho, como a CocaCola gosta para venderem, ficarem com uma boa fatia do dinheiro do decimo terceiro.Um pedido maior que que aumente o ordena do povo do Brasil

Varenka de Fátima Araújo