sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A paixão

Pode durar até três anos,durante esta corrida o sangue esquenta ou escorre fino e se evapora.

Varenka de Fátima Araújo

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

VARENKA DE FÁTIMA ARAÚJO É ENTREVISTADA POR VALDECK ALMEIDA DE JESUS


Natural de Campo Sales, Ceará, Varenka de Fátima Araújo reside em Salvador-BA. Morou na cidade Antenor Navarro, Souza, no estado da Paraíba e Picos no estado do Piauí; Muxiopo, Fortaleza e Juazeiro do Norte no Ceará, onde concluiu o primário. Mudou-se no ano de 1969 para a cidade de Salvador, onde concluiu o segundo grau. Iniciou a carreira acadêmica de Diretor Teatral, formou-se dirigindo a peça “Ato Cultural” em 1982. Trabalhou em inúmeras peças de teatro como maquiadora, figurinista, atriz. No período de novembro a janeiro de 1982 e 1983, trabalhou como professora de teatro na cidade do Panamá, América Central. Regressou para Salvador, trabalhou na Escola de Belas Artes, cursou licenciatura em Desenho, participou de exposições coletivas e individuais. Com a gravura do Padre Cícero, participou da Bienal de Aracaju. Pediu transferência para a Escola de Dança, aperfeiçoou na dança do ventre, fez apresentação em teatro e eventos. Em 2005 começou a publicar em antologias. Atualmente trabalha como Figurinista na Universidade Federal da Bahia.

VALDECK: Quando e onde nasceu?
VARENKA: Nasci em Campo Sales, Ceará. Tantos anos em Salvador, já me considero baiana de coração.

VALDECK: Já conhece o restante do Brasil? E outros países?
VARENKA: Uma parte do sul, centro oeste e nordeste do Brasil e Panamá, capital do Panamá, na America Central.

VALDECK: Como você começou a escrever? Por quê? Quando foi?
VARENKA: Escrevo desde a adolescência, eram poemas e acrósticos para amigas, depois em telas que presenteava, escrevi meu diário; em 2001 publiquei poemas na revistinha Antepitta  - extinta - e jornal da Aliança Francesa; em 2005 comecei a publicar em antologias; em 2011 o meu primeiro livro de poesias, “Ela em versos”.

VALDECK: Você escreve ficção ou sobre a realidade? Suas obras são mais poesias ou prosa? O que mais você gosta de escrever? Quais os temas?
VARENKA: Escrevo mais poesias, prosas são realistas. Gosto de escrever sobre pessoas, cidades e amor.


VALDECK: Qual o compromisso que você tem com o leitor, ou você não pensa em quem vai ler seus textos quando está escrevendo?
VARENKA: Penso que meus livros fiquem com as páginas amarelas de tanta serem lidos, que os leitores gostem e comentem, passem para outros lerem, quanto mais lido meu livro será uma recompensa.

VALDECK: O que mais gosta de escrever?
VARENKA: Sobre a realidade, ficção.

VALDECK: Como nascem seus textos? De onde vem a inspiração? E você escreve em qualquer hora, em qualquer lugar ou tem um ritual, um ambiente?
VARENKA: Gosto de escrever sobre a minha pessoa. Da minha vivencia e observação sobre o mundo. Adoro escrever mais na aurora e pela manhã em casa.

VALDECK: Qual a obra predileta de sua autoria? Você lembra um trecho?
VARENKA: Este verso:


No inverno, o amor é canção.
Cai a chuva... O amor aquece o dia
Cai a neve, intensifica o amor
Vem a noite me envolvo em teus braços
Amo a maneira como te entregas

VALDECK: Seus textos são escritos com facilidade ou você demora muito produzindo, reescrevendo?
VARENKA: Às vezes sim, outras vezes demora de vir a inspiração.

VALDECK: Qual foi a obra que demorou mais tempo a escrever? Por quê?
VARENKA: “VERMELHO E BRANCO NO PRETO”. Porque fiz a relação da cor com meninas que pariam no papel preto.


VALDECK: Concluiu a faculdade? Pretende seguir carreira na literatura?
VARENKA: Sim, me formei em Diretor teatral, pretendo seguir carreira na literatura.


VALDECK: Qual o escritor ou artista que mais admira e que tenha servido como fonte de inspiração ou motivação para seu trabalho?
VARENKA: Autores que admiro: José de Alencar, Raquel de Queiroz, Jorge Amado, Aninha Franco, Monteiro Lobato.
Autores contemporâneos: Carlos Alberto Barreto, Malu Freitas, Valdeck de Almeida de Jesus, Arlinda Moscoso, Benjamin Batista Filho, Simião Sousa, Denise Barros, Marcos Toledo, Jacqueline Aisenman, Leandro de Assis, Miriam de Sales, Carlos Souza.
Máximo Gorki, da Rússia, Arlete Piedade, de Portugal.

VALDECK: O que você acha imprescindível para um autor escrever bem?
VARENKA: Saber o português, depois ler bastante literatura, política, notícias do mundo, jornais, revistas, cartazes e até frases escritas no para-choques dos ônibus.


VALDECK: Você usa o nome verdadeiro nos textos, não gostaria de usar um pseudônimo?
VARENKA: Sim, uso o meu nome verdadeiro, não uso pseudônimo meu nome soa forte, gosto muito.

VALDECK: Como foi a tua infância?
VARENKA: Fui pobre, magrela, brinquedos confeccionados por mim e minhas irmãs, muitas mudanças devido a transferências do trabalho do meu pai, que ganhava o suficiente para vivermos. Quando estávamos bem numa cidade, deixava tudo para trás, vivíamos como ciganos. 

VALDECK: Você é jovem, gasta mais tempo com diversão ou reserva um tempo para o trabalho artístico?
VARENKA: Minha diversão é a arte e a literatura.

VALDECK: Tem um texto que te deu muito prazer ao ver publicado? Quando foi e onde?
VARENKA: A poesia “Salvador”, publicada no “Prêmio Valdeck Almeida de Jesus 2009”, em Salvador-BA.

VALDECK: Você tem outra atividade, além de escritora?
VARENKA: sim, trabalho como figurinista.

VALDECK: Você se preocupa em passar alguma mensagem através dos textos que cria? Qual?
VARENKA: Sim. Paz, harmonia, educação, amor e sobre os males que afligem o planeta Terra.

VALDECK: Qual sua Religião?
VARENKA: Católica.

VALDECK: Quais seus planos como escritora?
VARENKA: Em 2012, publicar um livro de contos e crônicas e pretendo continuar publicando.

(*) Valdeck Almeida de Jesus é escritor, poeta e editor, jornalista formado pela Faculdade da Cidade do Salvador. Autor do livro “Memorial do Inferno: A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, já traduzido para o inglês. Seus trabalhos são divulgados no site www.galinhapulando.com
Valdeck Almeida de Jesus
Enviado por Valdeck Almeida de Jesus em 26/12/2011 

Comentários feitos no site da entrevista.


Comentários
17/01/2012 14:40 - Vera Lúcia Passos Souza [não autenticado]
A literatura deve ser diversificada assim como tudo na vida. Sendo amiga de Varenka, posso destacar o sua determinação pelo que faz. Quem age dessa forma tem condições de vencer. O importante é cada qual mostre o seu trabalho com dignidade e isto ela tem demais.

Intrépida, determinada e apaixonada são adjetivos e peculiaridades que fazem desta escritora uma figura tão especial. Varenka de Fátima é chama que queima e a sua fumaça se volve em poesia. Varenka acredita no que faz e faz com amor, condição fundamental para um artista que sonha ser reconhecido pelo seu trabalho. Motivos eu tenho de sobra para admirá-la e tê-la como exemplo de vida! Parabéns Escritora!
09/01/2012 00:18 - rosana paulo [não autenticado]
Gostei de conhecê-la um pouco mais através da entrevista Varenka, já conhecia sua poesia através do "Fala Escritor", mas não sabia da sua ligação com o teatro,depois quero saber mais sobre suas experiências teatrais, o teatro é uma arte que me fascina!
03/01/2012 18:03 - Malu Freitas [não autenticado]
Falar dela em uma entrevista ou mesmo entrevistá-la é realmente algo complexo. Pois, Varenka é multifacetada, antenada, simples, amiga, sinceramente voraz. Ela é transparente no que diz e faz. Tem muito a acrescentar em qualquer cenário artístico. Falar dela não é fácil, por ser uma pessoa em que sua vida daria um livro. Minha reverência a essa poetisa será eterna. Parabéns a Valdeck pela escolha da entevistada e pela linda e transparente entrevista. Beijos a essas duas pessoas que adoro! Valdeck e Varenka. SUCESSO!



Link da entrevista: http://galinhapulando.com/visualizar.php?idt=3408171

sábado, 21 de janeiro de 2012

Essa vida




Uma mão cansada, aluir
a outra mão vazia,inelutável
o pescoço no incipiente inchado
a voz rouca
a boca imprescritível

O destino visita me ardiloso
as lágrimas guardadas rolaram
no murmúrio da água parada
morada fez a saudade
a vida vai passando lentamente


Varenka de Fátima Araújo

domingo, 15 de janeiro de 2012

Sangue Grosso

Eis me dividida, neste momento
enterrada  viva num solo infértil
no silêncio ,espreitando o concreto
Os murros ferem meus olhos

A rota é a mesma, uma tortura
meus pensamentos cosem minha cabeça
o passado persegue,sangue grosso
uma porção de Karo
com o corante vegetal seco,sem água
sangue grosso,sangue grosso na mão


Varenka de Fátima Araújo

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Lamento

Não estava com Pinóquio
comemorando   seus 107 anos
estava tão só
tentei  subir o morro
no  meio vejo o cemitério
os mortos estão nos túmulos
na rigidez, o tempo morre
desço o morro
o frio gela os ossos
peguei um coletivo
passei violentamente pela borboleta
fui arremessada ao pé do motorista
que comia banana
atordoada, dolorida, acordei
um cano fraturou minha mão
fissura na costela, arremate solto
tempo que dilacerou minha alma
no caminho tem outros ônibus
o azul com branco tem aspecto de curral
joga o povo ,como se fosse uma boiada
pode passar por cima do meu corpo
morte rápida, pó
não me vencerá
este segredo é só meu

Varenka de Fátima Araújo

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

TEMOR DA RIGIDEZ





Eu preferia carpir
Tenho de suportar

Circulo, vapor e  parafina
Tremem os tendões

As ondas de sangue quentes
O radio responde, ais

Eu sorvo lágrimas
Morrem desejos.

Varenka de Fátima Araújo

EU SOU ASSIM

Eu sou assim,de personalidade colorida
Sou livre,levinha,saltitante e sorridente
E calminha, forte, determinada e alegre
Com um coração generoso e vermelho

Eu sou assim a rainha bem vermelha
Governo com o meu sorriso caloroso
Sempre lindo! Nos lábios ardorosos
E com certeza sou a rainha colorida

Eu sou assim,rios vivos de esperanças
E no pôr do sol escurecem ficam verde
Nas noites,vislumbro dias verdejantes

Eu sou assim,domino o centro do palco
A atriz de atitudes firmes e dramáticas
E a platéia sorrido sem parar no teatro


Varenka de Fátima Araújo